Colombiana Patricia Lara apóia mediação de Lula com as Farc

Brasileiro poderia encerrar o mal-estar entre Hugo Chávez, da Venezuela, e Álvaro Uribe, da Colômbia

EFE

02 de dezembro de 2007 | 00h57

A ex-candidata à Vice-Presidência colombiana Patricia Lara respaldou neste domingo a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mediar a busca por um acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Para Lara, a mediação brasileira poderia encerrar o mal-estar entre o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, e Álvaro Uribe, da Colômbia. Em entrevista à Agência Efe, a colombiana se mostrou partidária da idéia do senador Juan Manuel Galán, que propôs uma reunião urgente entre Uribe, Chávez e Lula. "Lula é uma figura mais comedida (...) Pode gozar de mais confiança de Uribe. Não sei se tem a confiança das Farc, mas de qualquer maneira é uma figura da esquerda democrática que pode ser muito respeitada", disse. Lara, que concorreu à Vice-Presidência da Colômbia em chapa formada com Carlos Gaviria Díaz, do opositor Pólo Democrático Alternativo (PDA), nas eleições presidenciais de 2006, acredita que o papel de Lula pode ser vital para reaproximar Uribe e Chávez.  O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim afirmou, nesta sexta-feira, em São Paulo, que o Brasil só intermediará na crise diplomática entre Colômbia e Venezuela se ambos pedirem.  O chanceler lembrou uma passagem similar nas tensas relações bilaterais dos dois vizinhos em 2004, quando Lula se reuniu, primeiro separadamente com Uribe e Chávez, e depois com ambos. "Vamos ajudar a apaziguar os ânimos, mas só se (a mediação) for pedida pelos dois lados. Não vamos oferecer porque é melhor dar um tempo para o entendimento entre as partes, agora até poderia complicar as coisas", acrescentou. A crise nas relações da Colômbia e Venezuela começou na semana passada pelo mal-estar produzido em Chávez pela decisão de Uribe de colocar um fim na sua mediação para um acordo humanitário que conduza à libertação de 45 seqüestrados pela guerrilha das Farc, em troca de cerca de 500 rebeldes presos.

Tudo o que sabemos sobre:
LulaChávezUribeFarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.