Colombianos acham que exposição dificulta liberdade de Ingrid

Mobilizações na França marcaram o sexto ano do seqüestro da política franco-colombiana pelas Farc

Agências internacionais,

22 de fevereiro de 2008 | 20h39

Com shows, manifestações, programas especiais em emissoras de rádio e televisão, a França voltará a partir desta sexta-feira, 22, com a campanha pela libertação da política franco-colombiana Ingrid Betancourt, que completa seis anos de cativeiro nas mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) neste sábado, 23.   Veja também: França pede que Brasil medeie liberdade de Ingrid Parentes temem operação de resgate Colômbia diz conhecer localização de reféns França confirma libertação de quarto reféns Por dentro das Farc Muitos colombianos, no entanto, acreditam que essa exposição pode prejudicar a libertação da refém. "Sem justificar essa atrocidade das Farc, mas ela se tornou uma moeda de troca valiosa, o que pode ser um obstáculo na obtenção de sua liberdade", afirmou o general Freddy Padilha, comandante do forças armadas da Colômbia. "O seqüestro de Ingrid internacionalizou a procura de um acordo com os revolucionários", disse Leon Valencia, analista político. Nesta sexta-feira, um concerto de solidariedade com a participação de todos os reféns libertados e renomados artistas franceses marcará o início da campanha. No sábado, as principal redes de televisão públicas e privadas estamparão uma logomarca especial para recordar os seis anos no seqüestro. Rádios transmitirão uma mensagem de 15 segundos gravadas pelo cantor francês Renaud e pelo escritor Marek Alter, além de manifestações de outras personalidades. Um ato na praça central de Paris está programado para o sábado, diante de um imenso retrato da refém. Uma carreata seguirá da sede da prefeitura de Paris até a catedral de Notre Dame. Ingrid Betancourt foi seqüestrada com Clara Rojas, libertada em janeiro com a deputada colombiana Consuelo González. A franco-colombiana faz parte do grupo de 44 reféns que as Farc consideram passíveis de troca por cerca de 500 guerrilheiros detidos.

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