Com mais de 8 horas no ar, programa de Chávez bate recorde

Presidente venezuelano comemora transmissão e afirma que pretende chegar a até 15 horas no ar

Reuters e Efe,

24 de setembro de 2007 | 09h28

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, manteve por mais de oito horas seu programa dominical de rádio e televisão, "Alô, Presidente", que bateu um novo recorde de duração.   Chávez utiliza o "Alô, Presidente" para criticar os Estados Unidos, defender a unidade e a independência da América Latina, difundir sua ideologia e, mais recentemente, para comentar detalhes da reforma constitucional que promove, antes de submetê-la a um referendo em dezembro.   "Chegamos às oito horas do 'Alô, Presidente' pela primeira vez na história", celebrou Chávez, despertando aplausos da platéia que o assistia e da qual faziam parte ministros, prefeitos e governadores. "Graças a vocês por sua paciência, aos convidados especiais", acrescentou.   Chávez assegura que, segundo pesquisas governamentais, cada hora aumenta a audiência de seu programa, que é transmitido nas emissoras oficiais de rádio e televisão. "Vamos rumo às 10 horas, 15 horas", proclamou.   Além do programa dominical, o presidente costuma fazer grandes discursos durante a semana, alguns deles transmitidos em cadeia nacional. A iniciativa do líder venezuelano é semelhante aos longos discursos de seu colega e aliado Fidel Castro.   Poesias e canções   Foram mais de oito horas de comentários, felicitações e críticas sobre diversos assuntos nacionais e internacionais, políticos, econômicos, militares, sociais e outros. O governante também recitou poesias, entre elas uma do poeta chileno Pablo Neruda, e cantou. Algumas canções, revelou, fazem parte de um disco que será lançado em breve.   No dia 6 de agosto, quando tinha estabelecido o recorde anterior, ele já havia cantado a primeira estrofe do sucesso "Adelita". Desta vez, preferiu hinos militares e músicas dos "habitantes das planícies", zona rural de onde veio.Entre os temas de política externa que abordou, Chávez confirmou que "nos próximos dias" receberá na Venezuela mais uma vez o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e garantiu que nenhum dos dois países está construindo bombas atômicas."Isto é revolução petroquímica, não bombas atômicas. Agora que Ahmadinejad nos visitará, dirão por aí que avançamos na construção de bombas atômicas", disse Chávez, sobre a ampliação de instalações petroquímicas em Maracaibo.   Além disso, Chávez anunciou que aceitou o convite do seu colega francês, Nicolas Sarkozy, para visitar a França, mas não informou datas.

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