Com Obama, EUA devem mudar relações com AL, acredita Lula

Presidente afirma no rádio que eleito tem visão mais democrática e pode ajudar países periféricos

Agência Estado e Efe,

19 de janeiro de 2009 | 09h58

Na gestão Barack Obama, os Estados Unidos devem mudar sua política para os países da América Latina, espera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele avaliou nesta segunda-feira, 19, no programa Café com o Presidente, que durante muitos anos os EUA tiveram uma política "equivocada" para a região. Mas, acredita Lula, o presidente eleito, que toma posse na terça, tem uma visão mais democrática e desenvolvimentista, o que pode ajudar os países periféricos, sobretudo da América Central e do Caribe.   Veja também: Obama homenageia Luther King na despedida da transição Dez lições de Bush para Obama  Veja o programa da posse de Barack Obama Galeria de fotos do show  Cronologia de Barack Obama  Imagens da família Obama    A expectativa de Lula sobre a relação Brasil-EUA é de que ela seja "aprimorada" com a posse de Obama. "Os Estados Unidos são o país mais importante do mundo, o Brasil é o país mais importante da América Latina", justificou. Lula também espera maior flexibilidade dos EUA em relação à questão ambiental. E voltou a destacar o potencial dos dois países na produção de combustíveis a partir de matrizes energéticas limpas, como o milho e a cana-de-açúcar. "Aí há um espaço de fertilidade extraordinário para que o Brasil possa aprofundar esse tema com os Estados Unidos."   O presidente reiterou não ver explicação política para a manutenção do embargo a Cuba. "É importante que isso seja desobstruído para que Cuba possa ter uma vida normal como todos os países, tendo relações com todos os outros países", disse hoje. Por isso, afirma ser importante que Obama "faça um sinal para Cuba". Para Lula, os principais desafios a serem enfrentados pelo novo presidente norte-americano são a crise financeira internacional, as negociações da Rodada Doha e os conflitos no Oriente Médio   Lula disse acreditar que o novo momento político dos EUA é uma oportunidade para acabar com o bloqueio econômico a Cuba. "É importante que Obama faça um sinal para Cuba. É importante que o bloqueio seja desobstruído para que Cuba possa ter uma vida normal como todos os países, tendo relação com todos os países", afirmou.

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