Com saída de Fidel, Cuba deveria rever direitos humanos--Anistia

A entidade Anistia Internacional dissena terça-feira que Cuba deveria aproveitar o afastamento dolíder cubano Fidel Castro para adotar reformas em relação aosdireitos humanos e permitir a visita de observadoresinternacionais. Fidel anunciou em uma mensagem publicada pelo jornaloficial cubano Granma que não aspira à reeleição como chefe deEstado dia 24 de fevereiro, depois de 49 anos no comando dailha. "A nova direção cubana deve aproveitar a oportunidade querepresenta essa mudança e introduzir reformas muito necessáriaspara garantir a proteção dos direitos humanos", disse emcomunicado o grupo. Segundo a Anistia, as reformas deveriam incluir alibertação dos "presos de consciência", a revisão judicial detodas as sentenças sem as devidas garantias, a abolição da penade morte e a adoção de medidas que garantam o respeito àsliberdades fundamentais. "A Anistia Internacional pede ao novo governo de Cuba quepermita aos órgãos de direitos humanos da ONU (Organização dasNações Unidas) e às organizações independentes de direitoshumanos visitar o país", acrescentou. Além disso, a entidade solicitou aos Estados Unidos queponham fim ao prolongado embargo comercial adotado contra ailha. Fidel governou Cuba desde a revolução de 1959, mas nãoaparece em público há quase 19 meses, quando o irmão Raúlassumiu interinamente a Presidência do país. (Reportagem de Rodrigo Martínez) REUTERS MPP CS

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