Comandante das Farc é condenado por morte de guerrilheiros

Rebeldes foram executados porque comiam muito, roubavam alimentos e não obedeciam as ordens

Efe,

21 de janeiro de 2008 | 04h40

O comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "Alfonso Cano" foi condenado por um juiz colombiano a 40 anos de prisão por ter ordenado a execução de 40 guerrilheiros que estavam sob seu comando, informou neste domingo, 20, o telejornal Noticias Uno. Veja também:Farc proíbem Cruz Vermelha de visitar seqüestrados doentes ELN entrega nove seqüestrados à Cruz Vermelha na Colômbia  Segundo o telejornal, os corpos dos rebeldes foram encontrados em valas comuns no município de Uribe, no departamento de Meta (centro), em 1991. A condenação de "Cano", cujo verdadeiro nome é Guillermo León Sáenz Vargas, foi ditada por um juiz de Villavicencio, capital do departamento de Meta. Um guerrilheiro das Farc que trabalhou como segurança de "Manuel Marulanda Vélez", principal líder da guerrilha, teria revelado à Promotoria as razões das execuções. O rebelde explicou que os guerrilheiros foram condenados à morte, entre outras coisas, porque comiam muito, roubavam alimentos e não obedeciam as ordens de seus chefes. A testemunha disse que depois dos "julgamentos de guerra", os guerrilheiros eram obrigados a se deitar no chão e eram mortos com um tiro na cabeça. "Cano", que está há mais de 25 anos com as Farc, é considerado um dos possíveis sucessores de Pedro Antonio Marín, conhecido como "Manuel Marulanda Vélez", que tem cerca de 80 anos e é considerado um dos guerrilheiros mais velhos do mundo.

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