Comandantes das Farc são condenados por seqüestro de italiano

Refém permaneceu 63 dias em poder de seqüestradores, que o libertaram após pagamento de 200 milhões de pesos

Efe,

23 de janeiro de 2008 | 02h53

Quatro comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram condenados nesta terça-feira, 23, à revelia por um juiz de Villavicencio a mais de 28 anos de prisão cada um pelo seqüestro de um italiano em 1996, informaram fontes judiciais. A Procuradoria-Geral informou em Bogotá que o juiz impôs uma condenação de 28 anos e cinco meses de prisão a "Raúl Reyes", "Iván Márquez", "Timoleón Jiménez" e "Alfonso Cano", codinomes de Luis Edgar Devia Silva, Luciano Marín Arango, Rodrigo Londoño Echeverri e Guillermo León Sáenz Vargas, respectivamente. Devia Silva é o chefe da chamada Comissão Internacional das Farc, Sáenz Vargas dirige a legenda política clandestina da organização, e Marín Arango se tornou mais conhecido no exterior com a reunião que teve no final do ano passado em Caracas com o presidente venezuelano, Hugo Chávez. A Procuradoria indicou em comunicado que os quatro tinham sido processados em fevereiro de 2006 pelo seqüestro do italiano Ezio Limiti Micheti. O italiano foi seqüestrado junto com um irmão em 21 de dezembro de 1996, em Alto del Cable, paragem na zona rural de Restrepo, na localidade de Meta. Os rebeldes libertaram o irmão de Ezio com a condição de que ele "conseguisse o dinheiro do resgate". A Procuradoria assinalou que "o italiano permaneceu 63 dias em poder de seus seqüestradores, que o libertaram após o pagamento de 200 milhões de pesos (cerca de US$ 100 mil em valores atuais)".

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