Começa o Tratado de Livre-Comércio entre Japão e Chile

Governo chileno acredita que o acordo bilateral vai ajudar a criar 50 mil empregos no país

EFE

03 de setembro de 2007 | 02h11

O Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre Japão e Chile que entra nesta segunda-feira em vigor eliminará as tarifas da maioria dos produtos comercializados entre os dos países, 92% do comércio bilateral em termos de valor. Em março, o chanceler chileno, Alejandro Foxley, e o ministro de Exteriores japonês, Taro Aso, assinaram o acordo, que beneficiará o Chile na exportação de vinhos, produtos relacionados com o pescado e bens industriais. Para o Japão, a maior conquista é a redução de tarifas para a exportação de automóveis ao país sul-americano, que não terão mais que pagar um imposto de 6% na fronteira chilena. O acordo, cuja entrada em vigência será assinada nesta segunda-feira em Tóquio pela presidente chilena, Michelle Bachelet, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, elimina cargas alfandegárias da maioria dos produtos industriais e de alguns produtos agrícolas, um setor muito sensível no Japão. A própria presidente chilena afirmou recentemente que com este acordo o Chile passa a ser privilegiado com as maiores concessões para produtos agrícolas que o Japão já outorgou na história de seus acordos comerciais. O Chile verá desaparecer ainda a tarifa atual de 17,6% à exportação de vinhos, um de seus produtos mais apreciados no exterior. O acordo comercial estabelece uma área de livre-comércio com diversas listas de eliminação de tarifas que se dividem em exclusão imediata para a maioria dos produtos, mas para outros são estabelecidos prazos de cinco, sete, dez, doze e quinze anos. As autoridades do Chile consideram que as economias japonesa e chilena são complementares, por isso Tóquio é um bom parceiro para sua estratégia de desenvolvimento na Ásia. Graças ao pacto comercial, Santiago calcula que em cinco anos as vendas chilenas no Japão aumentarão até os US$ 10 bilhões. Além disso, o Governo de Bachelet acredita que o acordo bilateral vai ajudar a criar 50 mil empregos no país sul-americano. O Japão empregará o TLC como uma porta de entrada ao mercado latino-americano, graças à ampla rede de acordos comerciais do Chile na região. O Japão é o terceiro maior parceiro comercial do Chile, depois dos Estados Unidos e da China, e foi o destino de 33,4% das exportações chilenas ao mundo em 2006.

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