Começa retirada de últimos turistas ilhados em Machu Picchu

Ruínas incas devem permanecer fechadas e recuperação de linha de trem pode levar até dois meses

estadao.com.br,

29 de janeiro de 2010 | 18h37

Turistas chegam a Cuzco após dias ilhados em Aguas Calientes. Foto: Mariana Bazo/Reuters

 CUZCO - O governo peruano começou a evacuar nesta sexta-feira, 29, o grupo de 800 turistas ilhados pelas chuvas em Aguas Calientes, na região de Cuzco, próxima das ruínas incas de Machu Picchu. Segundo o Itamaraty, 270 deles são brasileiros. No final da manhã 300 deles haviam sido transportados de helicóptero até Ollantaytambo. De lá, iriam para Cusco de ônibus. O restante, todos entre 20 e 30 anos, deve ser tirado de Aguas Calientes ainda hoje.

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Após as chuvas que castigaram a região no começo da semana, o céu amanheceu claro nesta manhã, o que facilitou o resgate. Até agora, 2542 turistas foram retirados. A cidade de 4 mil habitantes ficou sem suprimentos de água e comida.  Os hotéis ficaram superlotados e os preços subiram. Até o dinheiro dos caixas eletrônicos acabou. Algumas pessoas chegaram a dormir na praça da cidade.

A trilha inca, caminho de quatro dias entre Cuzco e as ruínas de Machu Picchu, foi fechada pelo governo peruano depois que um deslizamento matou duas pessoas na terça-feira. A linha de trem entre Cuzco e Águas Calientes deve ficar fechada por dois meses após ter sofrido danos com a chuva. A companhia de trem que opera a linha estimou em US$ 60 mil dólares as perdas diárias com as enchentes.

Essas foram as piores chuvas na região em 15 anos, e cerca de 5 mil casas ficaram totalmente inabitáveis. O governo local calcula prejuízos de US$ 180 milhões.  As ruínas de Machu Picchu, a principal atração turística do Peru, vão permanecer fechadas por várias semanas.

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