Começa venda de computadores aos cubanos

Medida é parte das reformas de Raúl Castro para eliminar algumas "proibições excessivas" da população da ilha

Associated Press e Reuters,

02 de maio de 2008 | 14h31

Computadores e acessórios começaram a ser vendidos nesta sexta-feira, 2, em Cuba. Algumas semanas atrás, uma resolução do governo liberou a comercialização desses aparelhos à população em geral.   Veja também: Raúl Castro leva Cuba gentilmente para as reformas Raúl Castro consolida reforma na agricultura Raúl Castro marca congresso e consolida sucessão em Cuba Cuba anuncia revisão de penas de morte Cubanos poderão sair da ilha sem autorização, diz jornal Cuba começa a vender celulares para população no país Cubanos serão donos de moradias estatais EUA iniciam novo programa de vistos para cubanos Cuba anuncia canal de TV com conteúdo estrangeiro   Uma fila de curiosos e interessados se formou em frente a uma loja da capital, Havana, logo após alto-falantes anunciarem o início das vendas dos computadores. O preço da máquina era equivalente a US$ 777 (R$ 1.280), e inclui a torre, um teclado e um monitor.   Segundo alguns dos curiosos, o preço é semelhante ao encontrado no mercado negro. A vantagem é que as máquinas vendidas nas lojas são legais, com garantia de um ano.   O presidente Raúl Castro, que tomou posse definitiva em fevereiro, mostrou-se disposto a aprofundar o comunismo, mas também a retirar algumas proibições "obsoletas". Até agora, a venda de computadores era feita somente a estrangeiros ou a empresas.   Desde que foi efetivado como presidente do país, Raúl, um general de 76 anos, começou a eliminar proibições da época de Fidel, autorizando os cubanos, entre outras coisas, a comprarem celulares e a se hospedarem em hotéis até então reservados a estrangeiros. Ele também prometeu medidas para melhorar a eficiência agrícola e reformar as necrosadas estruturas do Estado.  

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