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Começa votação do referendo para nova Constituição na Bolívia

Projeto sugerido por Evo inclui artigos que, entre outras coisas, ampliam controle do Estado sobre a economia

Agências internacionais,

25 de janeiro de 2009 | 11h32

Começou às 8h da manhã (11h de Brasília) deste domingo, em La Paz, a votação do referendo constitucional da Bolívia. O projeto que será votado pelos bolivianos inclui 411 artigos que ampliam o controle do Estado sobre a economia e expandem direitos (ou privilégios, segundo algumas interpretações) das populações indígenas. Eles dão mais autonomia para os Departamentos (estados), que poderão ter legislativos locais, mas passam longe de satisfazer as exigências da oposição de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija ao manter o controle da política fiscal, de segurança e energética nas mãos de La Paz.   Veja também:  Referendo decide sobre socialismo indígena de Evo   Além disso, a nova Carta limita os latifúndios e prevê que os 36 povos indígenas originários bolivianos (uma minoria que não faz parte das duas grandes etnias do país, o quíchua e o aimara) poderão ter sistemas de Justiça próprios - resoluções que geraram polêmica no País.   O pleito que acontece neste domingo não é só mais um capítulo da longa batalha entre o presidente Evo Morales e a oposilçao. O que está em jogo é o modelo socialista-indigenista de país que Evo prometeu implementar quando chegou ao poder, em 2005. Se a nova Constituição for aprovada - e as pesquisas indicam que mais de 60% dos bolivianos estão dispostos a votar pelo "sim" - , Evo pretende usá-la para "refundar a Bolívia". "Esse processo de mudança não tem volta", disse o presidente, após a convocação do referendo. "A Bolívia não retornará ao neoliberalismo."   A oposição regional pode até tentar, como vem ameaçando, se recusar a aplicar a nova Carta caso o "não" vença em seus Departamentos. - decisão que desataria um novo conflito aberto com o governo de consequências imprevisíveis. Mas de qualquer forma, se for de fato aprovada em votação nacional, a Carta deve mudar radicalmente as instituições bolivianas e o modo como o Estado se relaciona com o setor privado. (com Ruth Costas, de O Estado de S. Paulo)

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