Comércio de peixe é interrompido na fronteira com a República Dominicana

Autoridades temem a propagação do surto de cólera pelo consumo de alimentos

Efe

23 de outubro de 2010 | 18h23

DAJABON - As autoridades haitianas intervieram neste sábado, 23, em centros de vendas de peixes e mariscos e incineraram grandes quantidades de produtos marítimos em cidades próximas à fronteira com a República Dominicana por conta do temor da propagação do surto de cólera pela ingestão desses alimentos.

 

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As interrupções foram feitas em Ouanaminthe, Fort Liberté, Trou du Nord e outras localidades próximas à fronteira entre os dois países, informaram fontes haitianas.

 

O Ministério da Saúde do Haiti disse em um documento que a medida foi tomada por conta do temor generalizado de que o surto se propague nessas comunidades.

 

O surto de cólera no Haiti, cuja causa se desconhece, poderia estar relacionado com um rio contaminado que se situa muito perto de Artibonite, onde vivem 150 mil pessoas, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

 

O ministro da Saúde da República Dominicana, Bautista Rojas Gómez, visitou hoje pela segunda vez em menos de dois dias a fronteira dominicano-hatiana, onde anunciou que serão instalados vários centros de controle e monitoramento de pessoas suspeitas de estar infectadas.

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