Comissão da OEA faz alerta para a violência na América Latina

A insegurança que afeta os cidadãosda maioria dos países da América Latina é um dos obstáculospara melhorar a situação dos direitos humanos na região,afirmou na quarta-feira a comissão que cuida do tema naOrganização dos Estados Americanos (OEA). No encerramento de seu período de sessões, a ComissãoInteramericana de Direitos Humanos (CIDH) do organismo disseque a resposta dos governos da região à violência ainda é maisrepressiva que preventiva. "A CIDH voltou a receber informações preocupantes sobre osgraves problemas de insegurança dos cidadãos que afetam amaioria dos países do continente americano, assim como asrespostas dos Estados, que se caracterizam pela ausência depolíticas de prevenção", disse uma nota da entidade. A organização realizou 25 audiências públicas entre os dias16 e 27 de julho. Ao Peru, a CIDH pediu que o governo aprove oPlano Nacional de Direitos Humanos. À Guatemala, a instalaçãoda Comissão Internacional contra a Impunidade. A comissão pediu ao Departamento de Estado dos EUApermissão para visitar o polêmico centro de detenção deGuantánamo, em Cuba, e voltou a pressionar para que a prisãoseja fechada. A CIDH também demonstrou preocupação com os riscos quecorrem os jornalistas no México e o "crescente e alarmantenúmero de assassinatos, agressões e ameaças contra eles nosúltimos anos". As sessões do CIDH foram marcadas devido a novos choquesentre a comissão e o governo da Venezuela, que culminaram com adestituição do representante do país no organismo. A CIDH já foi duramente criticada pelo governo de HugoChávez por não ter condenado o fugaz golpe que o tirou do poderpor algumas horas em 2002. A comissão, por sua vez, pede permissão desde aquela épocapara visitar o país e verificar as condições dos direitoshumanos, coisa que o governo venezuelano recusa. As próximas sessões da comissão acontecem no Paraguai entreos dias 5 e 7 de setembro.

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