Comissão investigará 'massacre em Pando', diz Evo Morales

Lula deixa encontro da Unasul sem falar à imprensa; caso Odebrecht não foi abordado na reunião sul-americana

Tânia Monteiro, enviada do Estado,

24 de setembro de 2008 | 16h09

Ao deixar a reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) em Nova York, o presidente boliviano Evo Morales agradeceu nesta quarta-feira, 24, o apoio dos líderes da América do Sul. Ele disse que a Unasul está ajudando a resolver os conflitos no seu país e que na próxima segunda-feira chegará a Bolívia uma comissão que vai investigar o "massacre de Pando". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estava na encontro, não quis dar declarações à imprensa ao deixar o prédio. Veja também:Oposição boliviana só apoiará referendo se Carta for mudadaApesar de trégua, situação continua tensa na BolíviaBolívia pode rachar, mas ninguém se beneficiaria, diz analistaBolívia tem histórico de golpes e crises  Entenda os protestos da oposição na Bolívia Imagens das manifestações   "Vamos ver se o Bush (presidente dos Estados Unidos, George W.Bush) vai condenar agora esses atos terroristas que estão acontecendo na Bolívia", afirmou Evo com ironia. Representantes da delegação brasileira que participaram da reunião informaram que o problema entre Brasil e Equador, por conta da expulsão da Construtora Norberto Odebrecht daquele país, não foi tratado no encontro.  A presidente do Chile, Michele Bachelet, que responde pela presidência da Unasul, anunciou o adiamento da próxima reunião de trabalho que estava prevista para outubro. O encontro será transferido para o final do ano, para que haja um intervalo maior entre as reuniões.  Ela anunciou também a criação de diferentes subcomissões para discutir assuntos pontuais, como a questão do abastecimento do gás boliviano para o Brasil. Lula seguiu direto para almoço com chefes de Estado dos países de língua portuguesa.

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