Comissão pretende cassar juiz que citou ministra argentina

Magistrado Guillermo Tiscornia é acusado de receber propinas de uma empresa de jogos e bingo

Marina Guimarães, Agência Estado

19 Julho 2007 | 20h20

A Comissão de Acusação do Conselho da Magistratura, responsável por fiscalizar as atividades dos juízes na Argentina, quer cassar o juiz que citou a ministra de Defesa, Nilda Garré, para prestar depoimentos sobre contrabando de armas para os Estados Unidos.   Veja Também Ministra argentina depõe sobre contrabando   A comissão aprovou nesta quinta-feira, 19, um parecer contra o juiz Guillermo Tiscornia, da Vara Penal Econômica, acusando-o de mal desempenho de suas funções e de receber propinas de uma empresa de jogos e bingo. O Conselho agora terá que se reunir para decidir se pede a remoção do juiz.   Tiscornia citou a ministra como acusada de contrabando agravado de fuzis aos Estados Unidos.   Para defender-se das acusações, durante uma entrevista à imprensa nesta quinta, a ministra Nilda Garré disse que não sabe o que é um fuzil. "Eu nem sei o que é um FAL" (fuzil automático leve), disse ela. A causa foi iniciada por Tiscornia quando a Alfândega travou as exportações de 6,7 mil peças de fuzis que iam ser vendidos por apenas U$S 2,6 mil à empresa JLD Enterprises Inc., companhia do argentino José Luis Díaz, com sede em Connecticut, Estados Unidos.   Indagada se ao autorizar a exportação das armas, não chamou a atenção do preço, a ministra de Defesa respondeu como uma pessoa comum. "Eu posso opinar como cidadã, dizer que me parece caro ou barato, mas não sei quando custa um fuzil", justificou a chefe das Forças Armadas da Argentina.

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