Comissário colombiano acusa as Farc de 'mentir' sobre reféns

Luis Carlos Restrepo perde a paciência com a demora da guerrilha em devolver três vítima sde seqüestro

AP-Efe,

31 de dezembro de 2007 | 16h40

O comissário de paz da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, perdeu a paciência com a demora das Forças Armadas revolucionárias da Colômbia (Farc) em cumprir a promessa de libertar três reféns. Restrepo acusou a guerrilha de "mentir" e de "falta de respeito".   Veja também: Entrega de reféns das Farc volta a ser adiada Rebeldes tentam atingir avião militar Atraso em libertação aumenta preocupações Exército brasileiro entra em regime de alerta Garcia: libertação pode pacificar a Colômbia Cronologia: do seqüestro à liberdade   Ele disse, em entrevista coletiva, que "estamos acostumados com os embustes" das Farc, ao ser questionado sobre a demora na concretização da operação que deverá devolver a liberdade a Consuelo González, Clara Rojas e seu filho Emmanuel.   "Assistimos à boa vontade dos governos para administrar a libertação dos seqüestrados. Estamos dando toda a cooperação" ao governo venezuelano, que organizou o plano para resgate dos reféns, assim que a guerrilha revelar sua localização.   O vice-ministro boliviano Sacha Llorenti, membro da delegação internacional que resgatará os reféns, afirmou que há otimismo e confiança em que a operação "tenha um final feliz", apesar de movimentos militares que poderiam atrasar o processo.   Em entrevista à rádio boliviana "Erbol", ele disse que algumas operações militares nas regiões "poderiam estar atrasando a chegada da patrulha das Farc" ao ponto escolhido para a entrega, que ainda permanece desconhecido.   Restrepo negou que operações de qualquer natureza possam estar atrapalhando a libertação, reafirmando que o governo colombiano criou todas as condições para que a soltura se dê em segurança.   O comissário afirmou que "as Farc mentem ao país. Nós as conhecemos há 40 anos... faltam-lhes o respeito ao mundo", afirmou.

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