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Gustavo Amador/EFE
Gustavo Amador/EFE

Comissões de Zelaya e Micheletti fazem recesso em diálogo

Porta-voz de Micheletti afirma que negociações estão na última fase e acordo deve ser fechado nesta sexta

Efe,

16 de outubro de 2009 | 18h22

As comissões do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e do de fato, Roberto Micheletti, fizeram nesta sexta-feira, 16, um recesso no diálogo entre as partes após uma reunião de quase três horas em busca de um acordo para pôr fim à crise política do país.

 

Por volta das 13h locais (16h de Brasília), a comissão de Micheletti saiu do hotel de Tegucigalpa onde as conversas ocorrem e, quando voltou, a porta-voz do grupo, Vilma Morales, declarou a jornalistas que houve avanços em 95% do processo - ambas as partes já tinham dado tal parecer na quinta-feira.

 

"Vamos à última fase, na qual consideramos que vamos chegar com todo sucesso", ressaltou Morales, sem dar mais detalhes.

 

A vice-chanceler de Zelaya, Patricia Licona, que não faz parte da comissão de diálogo, disse à imprensa que a equipe de Micheletti pediu uma "ampliação de três horas", em alusão ao horário inicialmente previsto para a conclusão da reunião, 12h locais (15h de Brasília), para anunciar o acordo alcançado.

 

As três horas solicitadas pela comissão de Micheletti "foram concedidas, tudo pelo bem e pela paz de Honduras e pela restituição do presidente Zelaya" no poder, acrescentou Licona.

 

"Vamos voltar ao estado de direito com a restituição do presidente democrata eleito pelos hondurenhos, esses são os pontos finais a definir", disse.

 

Dezenas de manifestantes da resistência contra o golpe aguardam o resultado das comissões de diálogo a quase 100 metros do hotel.

 

"Estamos aqui na rua esperando que a crise chegue hoje (sexta-feira, 16) a seu fim", disse à Agência Efe o coordenador da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, Juan Barahona.

 

No entanto, Barahona - que era membro da comissão de diálogo de Zelaya e foi substituído nesta semana pelo advogado Rodil Rivera - alertou que, "se não houver solução hoje (sexta), a luta seguirá amanhã (sábado, 17) nas ruas".

 

Na noite de quinta-feira, 15, Víctor Meza, membro da comissão de Zelaya, disse à imprensa que estava "bastante otimista" em relação à obtenção de um "acordo para o bem de Honduras" por volta das 12h desta sexta.

 

O assessor do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), John Biehl, disse abertamente nesta sexta-feira, 16, antes do início do diálogo que os representantes de Zelaya e Micheletti "estão muito bem".

 

"Há esperanças e estão indo muito bem", ressaltou Biehl, um dos membros da OEA que acompanha o diálogo retomado no último dia 7.

 

Zelaya foi derrubado em 28 de junho. Desde 21 de setembro, está refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde chegou neste dia de surpresa quase três meses depois do golpe de Estado.

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