Jose Carranza/AP
Jose Carranza/AP

Companhia diz que fortes ventos derrubaram avião no Peru

Representante descartou falhas mecânicas ou problemas de manutenção na pequena aeronave

Efe,

26 de fevereiro de 2010 | 06h38

A empresa Nazca Airlines, proprietária do pequeno avião que caiu na quinta-feira com sete pessoas a bordo na zona das Linhas de Nazca, ponto turístico do sul do Peru, assegurou nesta sexta-feira, 26, que o acidente aconteceu devido a "fortes ventos".

 

Em declarações à rádio RPP, o representante legal da companhia aérea, Guillermo Horler Altamirano, disse que o acidente foi um "fato isolado" por conta de um fenômeno conhecido como "wind shear", variações súbitas e imprevisíveis do vento que atingem aeronaves que voam em baixas altitudes.

 

Altamirano descartou que houvesse falhas mecânicas ou problemas de manutenção no pequeno avião, que na quinta-feira mesmo tinha feito três voos e que na semana passada passou por revisões. "É algo incrível o aconteceu, é um caso em um milhão (...). Houve fortes ventos que fizeram a nave perder o controle", afirmou o representante, que citou a versão que foi confirmada por outro piloto, que estava no ar e viu o acidente.

 

Por sua parte, o Diretor-geral da Aviação Civil do Peru, Ramón Gamarra, revelou ao Canal N de televisão que esse mesmo avião teve que fazer uma aterrissagem de emergência no ano passado devido a um problema com o abastecimento. Gamarra não quis falar sobre a versão de Altamirano nem sobre as causas do incidente e acrescentou que enviou uma equipe de 16 inspetores à zona e ao aeroporto de Nazca, onde, segundo ele, está o maior tráfego aéreo do país depois do Aeroporto de Lima.

 

O avião, um Cessna U206F, caiu por volta das 11h locais com sete pessoas a bordo, embora sua capacidade máxima fosse de seis: três turistas chilenos, um casal peruano com uma menina de cinco anos e o piloto, também peruano.

 

A empresa Nazca Airlines (também conhecida como AeroIca) já perdeu outro pequeno avião em 2008 em um acidente similar ao de hoje e que causou a morte de cinco turistas franceses.

 

A companhia aérea opera a partir do aeroporto de Nazca com voos de aproximadamente duas horas, a preços que rondam os US$ 60 por pessoa, e utilizam aeronaves de até 30 anos de idade, segundo informaram à agência Efe fontes aeronáuticas.

 

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