Comunidade internacional oferece apoio ao Peru

Latino-americanos e comunidade européia disponibilizam ajuda às vítimas do terremoto na América do Sul

Agências internacionais,

16 de agosto de 2007 | 09h46

Os governos latino-americanos, assim como Estados Unidos, Espanha e França, ofereceram ao Peru ajuda imediata e iniciaram uma operação de emergência diante da crise humanitária gerada pelo terremoto que atingiu o território peruano na quarta-feira, 15. Argentina, Equador, México, Colômbia, Bolívia, Chile e Venezuela já manifestaram solidariedade ao governo de Lima.   Veja também:  Veja as imagens  Número de mortos em terremoto no Peru pode passar de 450  Brasileiro relata momentos do terremoto  História do Peru é marcada por terremotos  Brasileiros no Peru temem novo terremoto  Mais de 600 detentos fogem de cadeia  Governo brasileiro oferece ajuda humanitária  Embaixada no Peru dá instruções para brasileiros  Os piores terremotos na América Latina   O governo da Bolívia enviará nas próximas horas doze toneladas de mantimentos para a população das regiões peruanas afetadas pelo terremoto. No avião da Força Aérea boliviana que levará os mantimentos, viajarão voluntários de um grupo de salvamento para ajudar no resgate das vítimas, segundo fontes do Ministério da Defesa.   A chancelaria argentina relatou que o presidente argentino, Néstor Kirchner, acertava os últimos detalhes para o envio da ajuda humanitária.   A ministra equatoriana de Relações Exteriores, María Fernanda Espinosa, anunciou que Quito já está coordenando o envio de ajuda para o governo peruano. Segundo a chanceler, a ajuda enviada será coordenada pela defesa civil dos dois países, mas não estabeleceu prazo para o envio.   O presidente mexicano, Felipe Calderón, entrou em contato por telefone com García para oferecer a ajuda humanitária que Lima necessitar. A Venezuela também disponibilizou ajuda que o governo peruano julgar necessária e declarou que aguarda um posicionamento de Lima para alinhar a missão de socorro.   O Parlamento Andino, com sede em Bogotá, expressou sua solidariedade com o Peru, um de seus países-membros. O chefe de Estado da Colômbia, Álvaro Uribe, também está a caminho de Lima para auxiliar o governo peruano.   A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) enviará dois aviões carregados com material de primeira necessidade a Pisco, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto. As aeronaves, procedentes do Panamá, transportarão tendas de campanha, lâminas de plástico, cobertores e vasilhas para cerca de 2 mil famílias, material solicitado pelas autoridades locais, informou a FICV em comunicado divulgado em Genebra.   Além das duas aeronaves, a Unidade Pan-americana de Resposta a Desastres da Cruz Vermelha enviou dois de seus especialistas em gestão de desastres para que ajudem nas operações de emergência.   A federação informou que destinou 53 mil euros de seu Fundo de Reserva para o Socorro em Casos de Desastre para apoiar as operações da Cruz Vermelha peruana em favor das vítimas do terremoto.   Ajuda humanitária   Por meio de seu porta-voz, a Casa Branca anunciou nesta quinta que o governo americano disponibilizou a equipes de busca e socorro para o governo de Lima.   Embaixada da Espanha e o Escritório Técnico de Cooperação no Peru mantêm contatos com as autoridades locais para avaliar as necessidades humanitárias mais urgentes e fazer com que a ajuda chegue à população afetada.   A Presidência francesa divulgou uma mensagem ao chefe de Estado peruano na qual o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se declara comovido pela notícia do terremoto e expressa seus pêsames.   A Comissão Européia também enviou nesta quinta a Lima um especialista em ajuda humanitária com base permanente em Quito para avaliar os danos provocados pelo terremoto que atingiu o Peru na quarta-feira e elaborar um plano de ajuda.   O Escritório Europeu de Ajuda Humanitária (ECHO) pode desembolsar uma ajuda de urgência de até 3 milhões de euros para financiar a distribuição de comida, equipamento sanitário e material para a obtenção de água potável. Em função do relatório que o especialista elaborar, a Comissão Européia ativará sua ajuda de emergência e poderia até mesmo conceder ajudas superiores ao limite de 3 milhões de euros.   A organização Telecom sem Fronteiras, especializada no estabelecimento de telecomunicações de urgência, anunciou que uma primeira ajuda chegará nesta quinta à tarde. Equipamentos para a comunicação por satélite e outros que podem permitir a instalação de centros para a conexão por telefone, internet e fax serão levados da sede da organização na Nicarágua para o Peru.   Um terremoto de 7,9 graus na escala Richter provocou a morte de mais de 350 pessoas e pode ter deixado até 1.300 feridas no Peru, informa o Instituto Nacional de Defesa Civil por intermédio de sua página na internet.   Matéria ampliada às 14h50.

Tudo o que sabemos sobre:
terremotoPeru

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.