Ariana Cubillos/AP
Ariana Cubillos/AP

Conflito na Venezuela deixa ao menos 6 feridos

Governo de Chávez é acusado de armar violência para responsabilizar a oposição

Efe

16 de julho de 2009 | 02h57

Pelo menos seis pessoas acabaram feridas e asfixiadas ao tentarem impedir que a Guarda Nacional (GN) venezuelana tomasse o controle de uma sede da polícia do Estado de Miranda, controlad pela oposição ao presidente Hugo Chávez.

 

O confronto aconteceu na vila de Curiepe, no município de Brión, a cerca de 150 km a leste de Caracas, quando grupos de habitantes locais foram surpreendidos pela chegada de soldados da GN, com ordem para assumir a subdelegacia da polícia regional de Miranda (PoliMiranda).

 

O diretor da PoliMiranda, Eliseo Guzmán, disse à imprensa que pelo menos seis pessoas foram afetas pelos gases lacrimogêneos lançados pelos militares ou feridas ao serem atingidas por pedras lançadas durante o conflito.

 

A prefeita de Brión, a chavista Liliana González, afirmou que ordenou a tomada da sede da polícia de Curiepe porque ocuparia um terreno municipal. Mas o argumento foi rechaçado pela secretária de governo do Estado de Miranda, a opositora Adriana D'Elía, que qualificou de "ilegal" a ação da GN.

 

Também o governador de Miranda, Henrique Capriles, disse que os incidentes são parte de um plano do governo de Chávez para gerar violência e culpar a oposição. "A polícia de Miranda não vai se confrontar com a Guarda Nacional. Isso provavelmente é parte do plano orquestrado pelo Ministério do Interior e não vamos cair nessa armadilha."

 

A delegacia da PoliMiranda foi reinstalada na sede da Casa de Cultura de Curiepe, em comum acordo entre a prefeitura de Brion e a GN, segundo informações da imprensa venezuelana.

 

Depois que Miranda passou a ser governado por Capriles, desbancando o candidato do presidente Chávez, em novembro passado, o Estado perdeu atribuições que antes detinha, como a administração de centros de saúde e educativos públicos, que voltaram às mãos federais.

 

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