Confronto entre sindicalistas e esquerdistas deixa um morto na Argentina

Militantes do Partido Obrero dizem ter sido emboscados por membros do sindicato da União Ferroviária

AP,

20 de outubro de 2010 | 17h46

BUENOS AIRES- Líderes sindicais ferroviários e membros de um partido de esquerda se enfrentaram com violência na capital argentina nesta quarta-feira, 19, em um confronto que deixou um jovem morto e uma mulher gravemente ferida após ter sido atingida por uma bala na cabeça.

 

Mariano Ferreyra, de 23 anos, morreu com um disparo no tórax, informou Alberto Crescenti, diretor do Sistema de Atenção Médica de Emergência de Buenos Aires (SAME).

 

Elsa Rodríguez, de 60 anos, foi hospitalizada e "seu estado é desesperador", disse Crescenti. Também foi reportado um terceiro ferido, que levou um tiro na perna.

 

Ferreyra e Rodríguez militavam no esquerdista Partido Obrero (PO), que acompanhavam trabalhadores ferroviários demitidos em uma manifestação, de acordo com Marcelo Ramal, dirigente do PO.

 

Segundo Ramal, o grupo pretendia interditar as vias ferroviárias na altura do bairro de Barracas para reclamar sua reincorporação quando foram "emboscados por pessoas da 'união Ferroviária', o sindicato de empregados ferroviários.

 

A disputa pelo controle dos sindicatos entre os líderes de origem peronista (Partido Justicialista), aos quais pertencem a maioria dos trabalhadores, e outros de esquerda que reclamam maior liberdade sindical estaria por trás dos incidentes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.