Confronto entre trabalhadores e sindicalistas acaba em morte na Argentina

Sindicalista que não soube da morte justificou o conflito por causa da defesa dos direitos trabalhistas

estadão.com.br

21 de outubro de 2010 | 04h33

BUENOS AIRES - Na quarta-feira, 20, trabalhadores ferroviários e um grupo de terceirizados acompanhados por organizações sociais e políticas entraram em conflito. O confronto começou após o meio dia nas linhas ferroviárias Roca, em Avellaneda e terminou em Barracas. Um jovem integrante do Partido Obrero morreu e uma mulher está gravimente ferida.

Os incidentes começaram quando ex-empregados da ferrovia acompanhados por militantes da Federação Universitária, do Partido Obreiro, do Movimento Teresa Rodríguez e o Movimento Socialista dos Trabalhadores, que exigiam a sua recontratação. Os trabalhadores da ferrovia Roca, ligados ao sindicato União Ferroviária, quiseram impedir a circulação das vias e logo começou um confronto com paus e pedras, que seguiu por toda Buenos Aires.

Em meio ao caos, uma ambulância foi interceptada por membros das organizações sociais para que um jovem e uma mulher fossem levados para o hospital.

Ao chegar no hospital, a equipe de resgate informou que o jovem Mariano Ferreyra, 23 anos, estava morto e uma mulher, Elisa Rodríguez, 60 anos, chegou com um ferimento a bala na cabeça. Além disso, há a informação de que Nelson Aguirre, 30 anos, também tem um ferimento a bala.

Os manifestantes querem a recontratação dos demitidos da ferrovia e acusaram a Polícia Federal, a União Ferroviária e o governo pela morte de Mariano. O líder da União Ferroviária, José Pedraza, desmentiu que "houve um confronto com os trabalhadores", porém ele confirou que "houve incidentes com ex-trabalhadores que estavam acompanhados pelo Partido Obrero, pelo Movimento Socialista dos Trabalhadores e pelo Movimento Teresa Rodrigues".

Sem ter o conhecimento de que houve uma morte, Pedraza justificou que os incidentes aconteceram por causa da defesa de suas fontes trabalhistas.

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