Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

Congresso argentino aprova imposto sobre a riqueza para combater pandemia

A chamada Lei de Solidariedade e Contribuição Extraordinária visa a arrecadar 3,7 bilhões de dólares

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2020 | 09h40

O Senado argentino aprovou um imposto sobre a riqueza na tarde de ontem, 05, que irá impor uma taxa única às pessoas com grandes fortunas pessoais, à medida que o governo da nação endividada tenta aumentar a receita duramente atingida pela pandemia do coronavírus.

Os senadores aprovaram a chamada 'Lei de Solidariedade e Contribuição Extraordinária' com 42 votos a favor e 26 contra, segundo informou o Senado em sua conta oficial no Twitter. A sessão foi transmitida ao vivo pelo YouTube.

A legislação estipula um imposto único de pelo menos 2% sobre pessoas físicas, cujos patrimônios superem 200 milhões de pesos (US$ 2,45 milhões). Se estima que a arrecadação alcançaria quase 12 mil pessoas, o que arecadaria cerca de 3,7 bilhões de dólares.

"A #AporteSolidario é extraordinária porque as circunstâncias são extraordinárias", disse a senadora Anabel Fernandez Sagasti no Twitter. "Temos que encontrar pontos de conexão entre aqueles que têm mais a contribuir e aqueles que precisam."

Os recursos do imposto serão utilizados para a compra de equipamentos e insumos para combater a covid-19, financiar a assistência de pequenas e médias empresas, apoiar bairros pobres e ajudar a desenvolver o setor doméstico de gás natural. A lei, liderada pela coalizão peronista do presidente Alberto Fernández, recebeu críticas da oposição mais conservadora.

A Argentina, terceira maior economia da América Latina, caminha para seu terceiro ano de recessão, com alta inflação e um aumento acentuado da pobreza. O vírus já infectou 1.454.631 argentinos e levou 39.512 a óbito. 

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