Congresso da Bolívia cria comissão de diálogo para Constituição

Governo suspende sessão prevista para sexta-feira em que seria votado o referendo da proposta de Evo Morales

Efe,

09 de outubro de 2008 | 07h32

As legendas parlamentares da Bolívia decidiram na quarta-feira, 8, criar uma comissão de diálogo para tentar chegar a acordos sobre o projeto da nova Constituição e a lei de convocação do referendo para ratificá-la. O vice-presidente do governo e presidente do Congresso boliviano, Álvaro García Linera, anunciou o novo fórum de diálogo e a decisão de adiar a sessão que ele mesmo tinha fixado para a próxima sexta-feira a fim de debater a convocação da consulta constitucional. O acordo aconteceu em reunião que contou com a participação dos presidentes das câmaras que integram o Congresso Nacional: o do Senado, o opositor Óscar Ortiz, e o de Deputados, o governista Edmundo Novillo, assim como representantes do resto dos partidos com presença no Parlamento. A mesa de diálogo, que começará suas atividades nesta quinta-feira, deverá trabalhar "de maneira ininterrupta para buscar uma solução para os temas que preocupam o país no marco da convocação à aprovação de um novo texto constitucional", disse García Linera. Por isso, foi decidido avaliar seu rendimento a cada 48 horas, "para que não voltem a ocorrer as frustrações passadas", explicou. "É um momento em que a política volta a se concentrar no Congresso, dando uma nova oportunidade para que as forças políticas da Bolívia assumam de maneira responsável a possibilidade de encontrar uma solução e uma saída dialogada para as preocupações políticas dos cidadãos", afirmou. A comissão será formada pelas quatro legendas políticas com presença no Parlamento boliviano. O governista Movimento Ao Socialismo (MAS) e a principal força opositora, o conservador Poder Democrático e Social (Podemos), contarão com quatro representantes cada um. O Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR) e a União Nacional (UN) contarão com três membros cada.

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