Congresso de Honduras inicia debate de projeto de anistia

Zelaya desaprova projeto, que prevê o perdão a todos os envolvidos no golpe de Estado de 28 de junho

estadao.com.br,

12 de janeiro de 2010 | 16h11

O Congresso de Honduras começa nesta terça-feira, 12, a debater o polêmico projeto de anistia para os delitos políticos cometidos pelos envolvidos no golpe de Estado de 28 de junho que destituiu o presidente Manuel Zelaya, informa a agência AFP.

 

Veja também:

Grupo de opositores de Zelaya protesta contra anistia

especialEspecial: Para entender o impasse em Honduras

especialCronologia do golpe de Estado em Honduras

 

O presidente do legislativo hondurenho, José Saavedra, convocou o plenário para discutir o projeto, rejeitado pelo próprio Zelaya e seus seguidores da Resistência contra o Golpe. "A anistia servirá par que todos os delitos que foram cometidos durante o golpe fiquem impunes", argumenta o presidente deposto, refugiado na embaixada do Brasil desde 21 de setembro, quando retornou secretamente ao país.

 

Especialistas veem na anistia uma opção para que Honduras supere a crise política e inicie a reconciliação nacional e que a comunidade internacional reconheça o governo de Porfírio Lobo, que ganhou as eleições de 29 de novembro e assumirá o poder no dia 27 de janeiro.

 

Após se reunir com os presidentes da Costa Rica, Oscar Arias, e do Panamá, Ricardo Martinelli, Lobo, que apoiou o golpe de Estado, pediu ao Congresso em dezembro que aprovasse a anistia. "Temos que pôr um fim nessa crise. Não deve haver vencedores ou vencidos", disse o futuro presidente, que prevê o restabelecimento com a comunidade internacional.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.