Congresso do México pede que relator da ONU avalie violência no país

Mais de 25.000 morreram pelas mãos do crime organizado em quatro anos

Efe,

14 de julho de 2010 | 23h16

CIDADE DO MÉXICO- O Congresso do México pressionou nesta quarta-feira, 14, o governo do país para convidar um relator da ONU que avaliará o desaparecimento e assassinato de pessoas ligados ao crime organizado.

 

Veja também:

linkCalderón troca ministro do Interior pela terceira vez em quatro anos

 

A Comissão Permanente, formada por deputados e senadores em recesso, considerou em sua sessão desta quarta necessária a presença do Relator sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Philip Alston, frente "ao aumento da insegurança e a onda de violência no país".

 

Por votação unânime, foi solicitado à chancelaria mexicana que o funcionários internacional seja convidado de maneira "oficial" com o objetivo de "proteger e procurar os direitos humanos dos cidadãos".

 

A petição é um ponto de acordo proposto pela deputada esquerdista Florentina Morales, que expôs que "o governo deve referendar seu compromisso de cooperação e abertura com mecanismos internacionais de direitos humanos, pelo que deve ser formulado o convite ao funcionário da ONU".

 

"A petição feita pelo Congresso ocorre quando o número de assassinatos e insegurança no México aumentam devido aos enfrentamentos entre as gangues do crime organizado", disse a legisladora.

 

Na sessão legislativa, os parlamentares concordaram que a avaliação do relator favoreceria a aplicação de medidas que garantam os direitos humanos dos mexicanos.

 

Desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder em dezembro de 2006 e declarou guerra ao narcotráfico, mais de 25.000 pessoas já morreram no país vítimas do crime organizado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.