Congresso do Paraguai declara estado de exceção em 5 províncias ‎

Pedido veio do presidente Fernando Lugo, que quer perseguir um grupo armado de esquerda

EFE

24 de abril de 2010 | 14h11

O senado paraguaio completou neste sábado, 24, o processo legislativo da declaração do estado de exceção em cinco províncias do país, requisitado há três dias pelo presidente Fernando Lugo para perseguir um grupo armado de esquerda.

 

A Câmara, em sessão extraordinária, aprovou por unanimidade as modificações do projeto de lei realizadas na Câmara dos Deputados. As alterações foram aprovadas pelo órgão em uma reunião ordinária na quinta-feira e ratificadas na sexta. ‎

 

Os senadores, em sessão extraordinária, aprovaram o projeto por unanimidade. As remodelações do projeto de lei realizadas na sexta-feira na Câmara dos Deputados foram aprovadas pelo órgão em uma reunião ordinária na quinta-feira e ratificadas nesta sexta.

 

O presidente do Congresso, o senador opositor Miguel Carrizosa, afirmou que o Parlamento está dando "as ferramentas" ao chefe de Estado para "neutralizar o EPP (Exército do Povo Paraguaio), que está causando "tanto dano" no norte do país.

 

Segundo o legislador, "há temor" na região porque "o povo não sabe quem vai ser a próxima vítima".

 

O estado de exceção abrangerá as províncias de Concepción, San Pedro, Amambay, Alto Paraguay e Presidente Hayes, os últimos dois na região ocidental do Chaco e deve valer por 30, não 60 dias como pediu Lugo, cujo projeto de lei foi rejeitado pelo Senado para elaborar um próprio.

 

Lugo pediu ao Congresso que a medida de exceção após a morte de um policial, dois peões, um guarda em um ataque ocorrido no último dia 21 em uma fazenda de Arroyito, distrito de Horqueta, a 380 km ao norte de Assunção, em Concepción.

 

Esses assassinatos foram atribuídos ao autodenominado Exército do Povo Paraguaio, uma organização de esquerda e que opera nas florestas do norte do país, principalmente em Concepción, na fronteira com o Brasil.

 

Segundo a Promotoria, os líderes do EPP foram treinados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para perpetrar sequestros e outros atos ilícitos, entre elas assassinatos de civis e policiais, assim como ataques a destacamentos militares e fazendas agrícolas.

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