Congresso impede renúncia de presidente do Paraguai

O futuro político do presidente doParaguai, Nicanor Duarte, continua incerto, após o Congresso dopaís não ter reunido o quórum necessário, nesta terça-feira,para tratar seu pedido de renúncia antecipada para assumir comosenador. Isto pode gerar um embate entre opositores e governistas nonovo parlamento que assumirá neste mês, o que retardaria osplanos de governo do presidente eleito, Fernando Lugo. Duarte apresentou sua demissão ao titular do poderlegislativo na segunda-feira, quase dois meses antes do finalde seu mandato, com a intenção de assumir na semana que vem ocargo de senador, para o qual foi eleito em abril. A constituição paraguaia estabelece que o presidente devededicar-se somente a suas funções. Por isso, Duarte tem derenunciar antes de assumir o cargo no novo Congresso. A Câmara dos Deputados e o Senado foram convocados paratratar da renúncia, mas os parlamentares opositores aopresidente resolveram boicotar a reunião para impedir que elerenuncie, alegando que a candidatura foi inconstitucional. O deputado Oscar Salomón, que presidiu a Câmara, suspendeua sessão ao comprovar a falta de quórum e, mais tarde, o líderdo Congresso, Miguel Saguier, convocou uma nova reunião para aquinta-feira, dias 26, às 17h. "Nicanor Duarte continua sendo presidente da república... enão acredito que a situação vá mudar muito na quinta-feira",disse Salomón a jornalistas, prevendo outra rejeição à renúnciana próxima reunião. O presidente deve permanecer no cargo até que o Congressoresolva a situação.

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