Congresso paraguaio aprova imposto em gesto de apoio a governo

O Congresso paraguaio aprovou nesta quinta-feira a entrada em vigor do Imposto da Renda Pessoal (IRP), na primeira prova de apoio dos parlamentares ao novo governo empossado após a destituição de Fernando Lugo no fim de junho.

Reuters

05 de julho de 2012 | 17h40

O governo de Lugo, que foi destituído pelo atual Congresso, batalhou durante anos para conseguir a aprovação da iniciativa, que foi várias vezes adiada e era considerada chave para formalizar a economia, e que finalmente foi aceita duas semanas após a mudança do comando do país.

Lugo foi submetido a um impeachment por mau desempenho de funções em questão de horas, em um processo duramente criticado pelos países da região que isolaram o Paraguai diplomaticamente. O liberal Federico Franco o substituiu na Presidência.

O imposto aprovado nesta quinta-feira estabelece um imposto de 10 por cento sobre a renda líquida quando os salários mensais dos contribuintes superarem 10 salários mínimos, o equivalente a 3.840 dólares.

O imposto cai para 8 por cento quando os salários forem equivalentes a entre 3 e 10 salários mínimos mensais.

O tributo será aplicado de forma progressiva e proporcionará arrecadação de 70 a 80 milhões de dólares para o Estado no primeiro ano de vigência.

A lei entrará em vigor imediatamente depois de sua promulgação pelo Poder Executivo.

(Reportagem de Daniela Desantis e Didier Cristaldo)

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