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Conheça as medidas de centralização anunciadas por Chávez

Desde que venceu referendo para reeleição ilimitada, presidente venezuelano acelerou 'revolução bolivariana'

Reuters,

23 de março de 2009 | 17h20

Desde que venceu uma eleição que o permitir se reeleger indefinidamente, o presidente venezuelano Hugo Chávez começou a pressionar a oposição e estendeu suas medidas de centralização que ele diz ser peça central da revolução socialista. Confira algumas ações anunciadas recentemente:

 

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- Chávez ordenou em março que o Exército tomasse os portos e aeroportos de Estados governados por opositores. Ele também enfraqueceu o controle desses grupos sobre hospitais locais e forças policiais. Para a oposição, o presidente esquerdista está concentrando poder e minando suas vitórias eleitorais conquistadas nas últimas votações.

 

- O Congresso venezuelano, dominado por chavistas, está considerando criar um cargo para supervisionar a capital Caracas. A cidade agora é controlada por um opositor. A Assembleia Nacional autorizou na semana passada que o chefe de Estado tomasse as rodovias, portos e aeroportos se os dirigentes locais "falhassem" no controle.

 

- Após sua vitória no referendo, Chávez pediu a tomada de uma plantação de eucalipto de propriedade da empresa irlandesa de papel Smurfit Kappa. Dias antes, ele ordenou a tomada de um moinho da companhia americana Cargill, pressionando a gigante a produzir arroz mais barato.

 

- Em 2007, as companhias americanas Exxon e ConocoPhillips saíram do país alegando arbitrariedades do governo em um projeto petrolífero de US$ 30 bilhões no rio Orinoco. No mesmo ano, Chávez nacionalizou a maior empresa de telecomunicações do país, a CANTV, comprando a firma afiliada a americana Verizon por US$ 572 milhões.

 

- Em abril passado, o presidente venezuelano anunciou a estatização do setor de cimento, focando a suíça Holcim, a francesa Lafarge e a mexicana Cemex. A Lafarge e a Holcim aceitaram continuar no país como parceiras minoritárias. Já a Cemex foi tomada.

 

- Chávez anunciou no ano passado que o país estava comprando o Banco da Venezuela, uma divisão do grupo espanhol Santander. Um alto funcionário do governo informou que a transação está paralisada por enquanto, e fontes do banco disseram que o governo não tem dinheiro para seguir com a nacionalização neste ano.

 

- Em 2008, a Venezuela tomou o controle da maior siderúrgica do país, a Sidor, que era administrada pela argentina Ternium. A estatização gerou meses de greves e disputas entre gerência e líderes operários.

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