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Conheça o cenário eleitoral equatoriano e os desafios de Correa

Após aprovar nova Constituição, presidente deve se reeleger com folga e consolidar políticas esquerdistas

Reuters,

24 de abril de 2009 | 18h34

O presidente do Equador, Rafael Correa, deve se reeleger facilmente na eleição de domingo, mas enfrentará desafios com a baixa do preço do petróleo, que apoia suas políticas sociais. Veja abaixo algumas perguntas e respostas sobre o cenário eleitoral do país e o que significa a provável reeleição do líder esquerdista:

 

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Por que o Equador terá eleições gerais agora?

 

Correa ainda tem quase dois anos no poder, mas uma nova Constituição, aprovada no ano passado, permite que ele recomece seu tempo de mandato. As novas regras preveem que o presidente fique em exercício por dois mandatos, e se Correa vencer no domingo, poderá concorrer novamente daqui quatro anos.

 

A votação para quase todos os cargos públicos na nação andina irá ajudar Correa a consolidar o controle sobre o Legislativo e poderes locais, em um país que possui uma frágil história política.

 

O que esperar de Correa se ele for reeleito?

 

O presidente deverá tentar manter seus programas sociais, apesar da desaceleração da economia equatoriana, que poderia limitá-lo e afetar sua popularidade. Espera-se também que ele continue buscando um maior papel do Estado na economia, principalmente nas áreas de mineração e petróleo, e siga renegociando a dívida externa.

 

Seu estilo tem atraído muitos equatorianos cansados de governos fracos, mas também assusta muitos investidores, em uma época em que as finanças do Estado estão sob pressão. Recentemente, porém, Correa tem mostrado moderação ao falar com investidores e elite comercial do país, mas alguns analistas duvidam que esse pragmatismo vá longe e esperam que ele retorne a sua vitoriosa fórmula de confrontação.

 

Quais desafios o ex-professor de economia deve enfrentar?

 

A crise econômica representa um sério risco para Correa e suas promessas para melhoras na saúde, educação e outros aspectos sociais. A decisão de não pagar a dívida externa limitou suas opções para cobrir o déficit interno com mais empréstimos. Ele deve evitar desapontar o volátil eleitor equatoriano, que já depôs três presidentes em menos de uma década antes do atual presidente chegar ao poder, em 2007.

 

Poderá haver surpresas na eleição de domingo?

 

Provavelmente, não. Todas as pesquisas mostram que o carismático Correa deve vencer com folga. Ele fez uma campanha pesada, combatendo a oposição na mídia. Seus rivais são Alvaro Noboa e Lucio Gutierrez, que representam políticas antigas, consideradas por muitos culpadas pela má fase que o país viveu. Entretanto, uma aliança dos dois opositores pode impedir que o presidente consiga maioria na Assembleia Nacional, formada por 124 parlamentares.

 

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