Conheça os candidatos à Presidência argentina

As eleições para o governo argentino acontecem no dia 28 de outubro. No sistema eleitoral do país, o candidato vence em primeiro turno caso alcance mais de 45% dos votos ou mais de 40% com uma diferença mínima de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. Conheça os principais candidatos ao cargo:   Veja também: Principais propostas dos candidatos   Cristina Fernandez de Kirchner Partido Peronista; coalizão Frente Para a Vitória (centro-esquerda)39,8% das intenções de voto segundo pesquisa da consultoria Poliarquia publicado no dia 30 de setembro   Conhecida por seus discursos contundentes e estilo de se vestir visto como exagerado, a candidata do governo Cristina Fernandez de Kirchner inicia na vida de ativista política na década de 1970, ainda na universidade, na cidade de La Plata. É nesse período que ela conhece seu marido, o atual presidente do país, Nestor Kirchner.   Cristina ganha estatura política regional em 1989, ao assumir cargo de deputada provincial (estadual) por Santa Cruz. O salto para a política nacional ocorre anos depois, em 1995, quando se elege senadora.   Interessada em renovar a imagem mundial da Argentina, Cristina, de 54 anos, afirma buscar uma política externa alinhada com a dos governos de esquerda eleitos em outros países da América Latina. Em seus pronunciamentos, ela costuma brincar que veio de uma geração que queria transformar o mundo, mas que por realismo optou por mudar a Argentina e o continente americano.   Líder absoluta em todas as pesquisas, a senadora pode se eleger já no primeiro turno, uma vez que basta conseguir mais de 40% dos votos com vantagem superior a 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado.   Durante a campanha, sua estratégia centrou-se em realizar viagens ao exterior e discursos para executivos. Avessa à imprensa, Cristina raramente dá entrevistas.   Elisa Carrió Coalizão Cívica (esquerda)11,7% das intenções de voto segundo pesquisa da consultoria Poliarquia publicado no dia 30 de setembro   Nascida na empobrecida região de Chaco, a advogada e católica devota Elisa Carrió serviu duas vezes à província (Estado) como deputada federal, mas desistiu do terceiro mandato para candidatar-se à presidência.   Sua estratégia eleitoral baseia-se em programas sociais e num discurso anticorrupção, e embora apareça como segunda colocada nas pesquisas, a política de 50 anos não conseguiu formar uma coalizão forte o suficiente para diminuir a enorme vantagem de Cristina Kirchner. Além disso, a candidatura de Carrió sofre com divisões internas no partido Afirmação para uma República Igualitária.   Recentemente Carrió viu-se no banco dos réus, em um processo por difamação. Em vez de sentir-se acusada, a candidata aproveitou o julgamento altamente midiatizado para discursar sobre governo limpo, e acabou absolvida.   Roberto Lavagna Uma Nação Avançada (centro-esquerda)7,9% das intenções de voto segundo pesquisa da consultoria Poliarquia publicado no dia 30 de setembro   Economista renomado, o ex-ministro da Economia e terceiro colocado na corrida eleitoral para a Presidência argentina Roberto Lavagña briga para conseguir alguma proximidade com as massas. Assim como Cristina Kirchner, o político de 56 anos é membro do fraturado Partido Peronista.   Sua campanha focou-se em visitas a fábricas e bairros pobres das cidades argentinas, mas a estratégia parece não ter funcionado. Lavagña continua aparecendo apenas em terceiro lugar nas pesquisas, e seu apelo ainda restringe-se apenas às classes de maior renda.   Ministro da economia entre 2002 e 2005, o político foi o arquiteto da massiva reestruturação da dívida e recuperação econômica argentina após a crise que castigou o país entre 2001 e 2002. Apesar da boa imagem, Lavagña foi despedido pelo presidente Néstor Kirchner em 2006, aparentemente por atuar de maneira excessivamente independente.   O economista nunca exerceu um cargo eletivo e entre 1975 e 2000 presidiu uma firma de consultoria, atuou como pesquisador e deu aulas de economia em universidades.   Outros candidatos   Alberto Rodríguez Sáa5% das intenções de voto segundo pesquisa da consultoria Poliarquia publicado no dia 30 de setembro   Ricardo López MurphyRecrar (direita)2,3% das intenções de voto segundo pesquisa da consultoria Poliarquia publicado no dia 30 de setembro

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