Conheça os quatro reféns libertados pelas Farc na Colômbia

Gloria Polanco, Jorge Eduardo Gechem, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán eram parte de grupo de 44 reféns

Reuters,

27 de fevereiro de 2008 | 14h56

A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertou nesta quarta-feira, 27, os ex-congressistas Jorge Eduardo Gechem, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, em meio a uma operação comandada pelo governo venezuelano. Os políticos integravam um grupo de 44 pessoas sequestradas pelos rebeldes, que desejavam trocá-las por 500 guerrilheiros, mantidos presos pela Colômbia. Leia a seguir um perfil dos quatro libertados.Gloria Polanco: política do Departamento de Huila, foi sequestrada em 26 de julho de 2001 por um comando das Farc que ingressou em um prédio de apartamentos da cidade de Neiva e levou-a junto com seus filhos, Juan Sebastián e Jaime Felipe Lozada, além de outros 12 vizinhos. Ainda no cativeiro, Gloria foi eleita deputada em 2002, com mais de 28 mil votos.   Seus dois filhos foram libertados três anos depois. O marido, Jaime Lozada, que defendia a realização de um acordo entre as Farc e o governo do presidente Alvaro Uribe para garantir a libertação dos reféns, foi assassinado em dezembro de 2005, em uma estrada do Departamento de Huila, durante um ataque atribuído aos guerrilheiros. Jorge Eduardo Gechem: Seqüestrado no dia 20 de fevereiro de 2002, quando um comando guerrilheiro obrigou a tripulação do avião no qual ele viajava entre as cidades de Florencia e Bogotá a aterrissar em uma estrada do Departamento de Huila. Seu seqüestro fez com que o governo do presidente Andrés Pastrana cancelasse as negociações de paz, iniciadas três anos antes em meio aos esforços para acabar com o conflito interno na Colômbia. Gechem sofreu vários pré-infartos nos acampamentos rebeldes onde ficou escondido. Em fotos que a família dele recebeu em janeiro para provar que continuava vivo, o refém aparece enfraquecido e aparentando estar bastante doente. Em uma carta enviada à família, Gechem pediu a intervenção do ex-presidente cubano Fidel Castro. Luis Eladio Pérez: Foi seqüestrado em 10 de junho de 2001, quando viajava de automóvel por uma estrada do Departamento de Narino. O veículo dele foi parado por guerrilheiros que montaram uma barreira.   Pérez foi diplomata e governador de Narino. A mãe dele, Alicia Bonilla, morreu quase dois anos depois do sequestro do filho, em março de 2003. A prova mais recente de que continuava vivo apareceu no final de 2007, quando o Exército capturou três guerrilheiros das Farc com vídeos e cartas de vários reféns. Orlando Beltrán: Foi seqüestrado no dia 28 de agosto de 2001. Segundo o testemunho das políticas Clara Rojas e Consuelo González, libertadas pelas Farc em janeiro, Beltrán sofre de hipertensão e precisa de um remédio que nem sempre recebe de seus seqüestradores. (Reportagem de Luis Jaime Acosta)  

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