Conselho da OEA se reunirá por Equador; Unasul planeja encontro

O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) se reunirá nesta quinta-feira em regime de urgência devido à crise no Equador, enquanto mandatários da região planejam convocar uma reunião extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

REUTERS

30 de setembro de 2010 | 16h29

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que uma reunião foi convocada para a tarde desta quinta para discutir os protestos de policiais e militares no Equador contra uma lei de austeridade.

O presidente do país, Rafael Correa, disse ter ficado ferido durante as manifestações.

"Tem sido muito lamentável, mas temos confiança que o governo do Equador vai controlar a situação", disse Insulza ao canal de televisão estatal chileno TVN.

O secretário-geral da OEA não descartou ir ao Equador "se for necessário... mas esta decisão vamos tomar nesta tarde".

Por telefone, o chanceler brasileiro Celso Amorim expressou solidariedade ao seu colega equatoriano, Ricardo Patiño.

Um assessor da Presidência brasileiro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ciente da situação e das gestões em curso "para uma resposta firme e coordenada do Mercosul, Unasul e OEA, a fim de repudiar qualquer falta de ordem constitucional".

A Argentina também demonstrou seu apoio a Correa e expressou sua "confiança na institucionalidade democrática do país irmão e na autoridade política do presidente constitucional", segundo comunicado da chancelaria argentina.

Os presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e do Chile, Sebastián Piñera, também demonstraram preocupação e apoio a Correa.

(Reportagem de Antonio de la Jara em Santiago e Guido Nejamkis em Buenos Aires)

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