Conselho de Segurança aprova envio de 3.500 soldados ao Haiti

Segundo chefe das missões de paz, é preciso fazer a segurança dos comboios que levam ajuda humanitária

estadao.com.br,

19 de janeiro de 2010 | 14h13

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta terça-feira, 19, o envio de 3.500 soldados e policiais adicionais ao Haiti para assegurar que a ajuda humanitária enviada pela comunidade internacional chegue às vítimas do terremoto de magnitude 7 na escala Richter que atingiu o país há uma semana.

 

A resolução aprovada unanimemente pelo organismo integrará 2 mil soldados aos 7 mil militares das forças da missão de paz no Haiti (Minustah) já presentes no país, além de reforçar a força policial com 1.500 agentes. Na segunda-feira, o secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, havia pedido ao conselho que aprovasse o envio de mais soldados ao país caribenho.

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A resolução detalha que a Missão da ONU para a Estabilização do Haiti "consistirá em um componente militar de até 8.940 militares de todos os níveis e um componente policial de 3.711 membros".

 

O chefe de missões de paz da ONU, Alain Le Roy, disse que os efetivos adicionais são essenciais devido ao "tremendo" número de pedidos de escolta para os comboios humanitários. Le Roy disse que a ONU precisa dessas forças para garantir a segurança nas rotas pelas quais passam os suprimentos e manter uma "força de reserva" caso a segurança sofra alguma deterioração.

 

Segundo o funcionário da ONU, é necessário ter um efetivo policial significativo em todos os postos de distribuição de água e alimentos.

 

O embaixador chinês Zhang Yesui, atual presidente do Conselho, disse que o destacamento "contribuirá com a manutenção da paz e apoiará os esforços para ajudar na recuperação do Haiti". O diplomata destacou que a aprovação é justamente a quantidade pedida por Ban.

 

"A decisão manda um sinal claro de que todo o mundo está ajudando o Haiti. Temos que fazer tudo o que pudermos e o faremos o mais rápido possível para contribuir com a ordem e com a distribuição de ajuda", disse o secretário-geral após o anúncio do Conselho.

 

"Peço a todas as organizações não-governamentais e de ajuda que trabalhem junto da ONU nos trabalhos de assistência", afirmou Ban, que admitiu que a situação na capital haitiana, Porto Príncipe, "é crítica".

 

 

Com informações das agências Efe e AP

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