Corpo de Kirchner é sepultado em Río Gallegos, na Patagônia

Apenas Cristina, filhos do casal, funcionários próximos e Chávez assistiram à cerimônia

estadão.com.br,

29 de outubro de 2010 | 18h48

Multidão acompanha cortejo fúnebre entre aeroporto e cemitério de Río Gallegos

 

RÍO GALLEGOS, ARGENTINA-  O corpo do ex-presidente argentino Néstor Kirchner foi sepultado na noite desta sexta-feira, 29, em um cemitério de sua cidade natal de Río Gallegos, após uma cerimônia íntima liderada pela presidente argentina e esposa de Kirchner, Cristina.

 

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O corpo do líder peronista foi enterrado em um modesto túmulo familiar do cemitério municipal da capital da província de Santa Cruz, 2.800 km ao sul de Buenos Aires.

 

Milhares de habitantes aplaudiram a passagem do cortejo fúnebre de 11 km entre o aeroporto da cidade e o cemitério, com bandeiras e da Argentina e flores, sob as fortes rajadas de vento que caracterizam a província da Patagônia.

 

A presidente, os filhos do casal Máximo e Florencia, os funcionários mais próximos e o presidente Hugo Chávez foram os únicos autorizados a entrar no cemitério.

Depois de 26 horas de velório na Casa Rosada, o caixão percorreu as ruas de Buenos Aires em um cortejo seguido por uma multidão que se aproximou com flores, bandeiras e fotos de Kirchner para despedir-se do ex-líder do governante Partido Justicialista (PJ, peronista) e também secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

 

A partir da sede do governo, onde mais de 100 mil pessoas deram adeus a Kirchner, o cortejo seguiu para o aeroporto metropolitano de Buenos Aires e de lá um avião levou o corpo para Río Gallegos.

 

Escoltado por mais de cem pessoas, o cortejo liderado por Cristina percorreu quase cinco quilômetros pelas avenidas portenhas em meio à chuva intermitente que não atrapalhou a despedida nem espantou os presentes, que cobriram o carro fúnebre de flores.

 

"Néstor, querido, o povo está contigo", "Para Cristina, a reeleição" eram alguns dos cânticos que escutados ao longo da caravana, matizado por hinos, aplausos e gritos em favor do

ex-governante, cujo corpo foi coberto por uma bandeira argentina.

Kirchner governou a Argentina de 2003 a 2007, quando sua mulher o substituiu. Desde então, atuou como deputado e líder do Partido Justicialista (peronista). Neste ano, foi nomeado secretário-geral da União das Nações sul-americanas (Unasul). Ele era tido como um possível candidato nas eleições presidenciais de 2011.

 

Atualizado às 22h22

 

Com Efe e AP


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