Corpo de prefeito sequestrado é encontrado no norte do México

Autoridades culparam cartéis de drogas pelo crime; violência do narcotráfico assola região

ROBIN EMMOTT, REUTERS

18 de agosto de 2010 | 16h16

Soldados isolam perímetro onde corpo de prefeito foi encontrado  

 

MONTERREY, MÉXICO- Forças de segurança encontraram nesta quarta-feira, 18, o corpo do prefeito Edelmiro Cavazos perto da cidade mais rica do México, dias depois de ele ter sido sequestrado por homens armados no mais recente ataque a uma autoridade pelos cartéis de drogas.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, cuja gestão tem sido marcada pela difícil guerra contra os narcotraficantes, condenou o "assassinato covarde" do político, governante de Santiago, nos arredores de Monterrey, centro industrial com laços comerciais com os Estados Unidos.

"O assassinato de Edelmiro é uma afronta e nos força a redobrar nossos esforços de lutar contra esses criminosos covardes", escreveu Calderón no site de microblogs Twitter.

Cavazos, de 38 anos, político do conservador Partido da Ação Nacional, de Calderón, foi encontrado jogado em uma estrada rural no início desta quarta nos arredores de Santiago, com seus olhos vendados e suas mãos amarradas.

Soldados fortemente armados cercaram o local do crime enquanto moradores assustados da popular cidade turística evitaram deixar suas casas, deixando desertas ruas geralmente movimentadas.

O procurador-geral do estado de Nuevo León, que inclui Santiago e Monterrey, confirmou que o corpo é de Cavazos e disse que cartéis de drogas são os responsáveis por sua morte.

Cavazos foi levado de sua casa na noite de domingo. Ele deixa esposa e três filhos.

Esse foi o primeiro ataque a uma autoridade por supostos narcotraficantes em Nuevo León, importante cidade manufatureira antes considerada um modelo para outros países em desenvolvimento.

A violência relacionada ao tráfico de drogas cresceu em Monterrey, onde a renda per capita é o dobro da média nacional, desde o início de uma guerra entre dois cartéis rivais no início deste ano.

(Reportagem adicional de Cyntia Barrera, na Cidade do México)

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