Correa acusa Brasil de tornar diplomático problema 'comercial'

Líder equatoriano diz não concordar com decisão do País de chamar embaixador por crise com Odebrecht

Efe,

17 de dezembro de 2008 | 17h55

O presidente equatoriano, Rafael Correa, acusou nesta quarta-feira, 17, o Brasil de transformar em "diplomático" um problema que, segundo ele, é "comercial", em referência à decisão de Quito de levar a um tribunal internacional a questão sobre o crédito concedido pelo BNDES. "Um problema comercial e financeiro se tornou diplomático", lamentou Correa ao expressar seu desejo de que o embaixador brasileiro Antonino Marques Porto "retorne em breve" a Quito, após ser chamado a consultas há quase um mês. Veja também:Novo chanceler do Equador 'deve melhorar relações com Brasil', dizem analistasEquador declara moratória de outra parte da dívida externa "Respeitamos, mas não concordamos com essa decisão" de chamar a consultas o embaixador, disse o líder equatoriano em coletiva de imprensa após a Cúpula da América Latina e do Caribe, em Costa do Sauípe. O governo do Equador recorreu à justiça internacional na questão sobre um crédito de US$ 286,8 milhões contraído junto ao BNDES. O empréstimo foi concedido para as obras de uma represa construída no Equador pela empresa brasileira Odebrecht. Ao defender essa decisão, Correa lembrou nesta quarta que a Petrobras também ter levado recentemente a uma arbitragem um internacional um problema com o Equador, embora depois tenha desistido graças a um acordo. No entanto, Correa não confirmou se vai incluir o crédito do BNDES na dívida externa que o Equador está considerando não pagar por sua suposta ilegalidade. Nessa mesma coletiva, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, destacou que em uma das mesas em que os dois países discutem reivindicações de Assunção sobre Itaipu, foi aceita a possibilidade de o governo paraguaio fazer uma auditoria da dívida que compartilha com o Brasil. "Antes isso era intocável. Agradecemos a Lula por essa abertura", afirmou. "As relações" com o Brasil são respeitosas, "podemos ter diferenças, mas não é para gerar polêmica", esclareceu Lugo.

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