Correa admite que sua 'revolução cidadã' provocará conflito

Presidente equatoriano questiona como injustiças no país acabarão sem confrontos

Efe,

05 de janeiro de 2008 | 17h57

O presidente equatoriano, Rafael Correa, admitiu neste sábado, 5, que seu projeto de "revolução cidadã" implicará um confronto e a "resistência" dos grupos opositores de direita. "Toda mudança implica resistência", reiterou o chefe do Estado em seu programa de rádio veiculado aos sábados, ao advertir que seus opositores tentariam, inclusive, "desestabilizar" o país para frear suas reformas, sobretudo uma sobre tributação. "Não quero assustar ninguém, mas como é possível que a injustiça acabe sem confronto e que se transforme o país sem que os banqueiros se manifestem?", se perguntou Correa, que criticou freqüentemente o sistema financeiro nacional. O presidente, que insinuou a possibilidade de que no país haja um plano desestabilizador em andamento por parte de grupos poderosos, pediu a seus compatriotas para seguir em frente "na mudança radical e profunda" que dirige.

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