Correa chama militares rebelados de ingratos

'São uns ingratos, uns bandidos. Ninguém apoiou tanto a polícia como este governo', diz presidente

estadão.com.br

30 de setembro de 2010 | 13h08

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, chamou de ingratos e bandidos os policiais que ocuparam quartéis em todo o país em protesto a uma lei de reforma no serviço público do país. "São uns ingratos, uns bandidos. Ninguém apoiou tanto a polícia como este governo", disse Correa.

 

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Segundo o presidente, a nova lei não vai mudar à força. O ministro de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, disse que a desinformação gerou os protestos e que os policiais não serão afetados pela legislação. Ainda de acordo com ele, a situação deve se normalizar nas próximas horas.

Com queima de pneus e bombas de gás lacrimogênio, os oficiais tomaram o Regimento de Quito e destacamentos policiais em Guayaquil e outras cidades. As estradas de acesso à capital estão fechadas. Segundo a televisão local, o aeroporto da capital está fechado após militares tomarem a pista para protestar.

Correa propôs ao Congresso uma lei de austeridade para diminuir a burocracia estatal e cortar privilégios de alguns setores do funcionalismo. Deputados do próprio partido do presidente, a Aliança para o País, são contrários à reforma.

A lei estende o tempo de serviço entre cinco e sete anos e corta alguns benefícios econômicos dos funcionários públicos.

Com AP e Reuters

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