Correa convoca eleitores para votação no Equador

Equatorianos irão eleger, entre os 3 mil candidatos, 130 membros da Assembléia Constituinte

ALONSO SOTO, REUTERS

17 de setembro de 2007 | 15h16

O presidente do Equador,Rafael Correa, está fazendo campanha em favelas e bairrosviolentos para as eleições parlamentares, enquanto as pesquisasainda mostram que seu partido de esquerda não alcançará amaioria necessária para dissolver o Congresso. O jovem ex-ministro da Economia foi celebrado peloseleitores na viagem a Milagro, no fim de semana, em um esforçopara se aproximar dos equatorianos, que já derrubaram trêspresidentes na última década. As pesquisas de opinião mostram que a popularidade deCorrea, 44, caiu de 73 por cento para 56 por cento desde queele tomou posse, em janeiro, mas seus admiradores em Milagros,grande centro produtor de cana de açúcar, manifestaram forteapoio ao presidente. "Voto no partido dele de olhos fechados", disse o motoristade ônibus Julio Zuniga, 68. "Nunca vi um presidente como ele,tão honesto." Os equatorianos vão às urnas no dia 30 de setembro paraescolher os 130 membros da Assembléia Constituinte. Entre osmais de 3.000 candidatos estão um cineasta, ex-modelos e umpadre. Correa precisa da maioria da Assembléia para concretizar asreformas que prometeu, como a redução dos poderes dos partidospolíticos tradicionais e a dissolução do atual Congresso, quevem rejeitando ou diluindo suas propostas. "Correa é o candidato-chefe de seu partido ... A imagem dopresidente está carregando o partido", disse Paulina Recalde,do instituto Perfiles de Opinión, em Quito. "Sua popularidadevai decidir a eleição." A campanha presidencial de Correa baseou-se num projetoreformista, que atingiu os equatorianos cansados dos anos decorrupção e instabilidade política. Ele afirma que aConstituinte vai cortar a influência dos partidos tradicionais,que muitos responsabilizam pela turbulência política. Mas as sondagens mostram que o partido de Correa, o AlianzaPaís, deve conseguir entre 42 e 51 cadeiras na Assembléia --bem mais que qualquer outro partido, mas bem menos que os 66votos necessários para aprovar as mudanças constitucionais.

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