Correa deixa hospital em meio a tiroteio entre militares e policiais rebelados

Presidente estava retido no local desde a manhã de hoje após ter tentado conversar com manifestantes

estadão.com.br,

30 de setembro de 2010 | 23h18

QUITO- O presidente do Equador, Rafael Correa, saiu na noite desta quinta-feira, 30, do hospital onde estava retido desde a manhã por policiais rebelados, em meio a um combate entre os oficiais revoltados e militares que invadiram o local para retirar o governante de lá, segundo constaram jornalistas da AFP.

 

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Correa estava no terceiro andar do hospital após ter sido ferido na perna e atingido por gás lacrimogêneo ao tentar dialogar com os oficiais que se revoltaram devido a uma lei que corta benefícios salariais da categoria.

 

"O presidente Correa está deixando o hospital em uma cadeira de rodas e usando uma máscara para não respirar gás lacrimogêneo", afirmou a imprensa estatal do país.

 

As emissoras locais mostraram imagens do choque armado entre homens com uniformes camuflados característicos da polícia contra militares que subiram no teto de edifícios próximos com objetivo de chegar ao hospital.

 

A Cruz Vermelha informou que havia atendido uma pessoa ferida de bala.

 

Nas imediações do hospital, se mantinham reunidos centenas de simpatizantes de Correa, assim como na praça em frente ao Palácio de Carondelet, a sede do Executivo.

 

Policiais se mantinham disparando gases lacrimogêneo para impedir que seguidores de Correa, que lançavam pedras, se aproximassem do hospital.

 

Em declarações à estatal Ecuador TV, Correa disse que só deixaria o local "como presidente ou como cadáver".

 

Segundo o governante, ele conversou com três comissões dos insubordinados mas rechaçou negociações porque não aceitaria condições ante as violações registradas.

 

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Com Efe e Reuters

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