Correa é reeleito no Equador e promete lei de imprensa

Com 55% das urnas apuradas, esquerdista tem 56,7% dos votos e vitória garantida

Luiz Raatz, enviado especial de O Estado de S.Paulo,

17 de fevereiro de 2013 | 20h46

 

Texto atualizado às 23h55

 

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi reeleito neste domingo, 17, em primeiro turno para um terceiro mandato de quatro anos. Com a vitória, ele completará uma década no Palácio de Carondelet. Em entrevista coletiva após a vitória, o presidente prometeu como prioridade de seu próximo mandato submeter um novo projeto de lei a Assembleia Nacional para regular a imprensa equatoriana.

 

"Busquemos uma nova Lei de Comunicação, que regule os claros excessos que tem certa imprensa", disse o presidente. "O que queremos é uma imprensa honesta e responsável", afirmou. "A América Latina tem uma das piores imprensas do mundo", completou.

 

Correa ainda dedicou sua vitória ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que convalece desde dezembro de uma cirurgia contra um câncer pélvico em Cuba. O líder reeleito prometeu também acelerar os investimentos estrangeiros no Equador e expandir o programa de retorno de imigrantes - durante a crise bancária do final dos anos 90, 3 milhões de equatorianos deixaram o país.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, com 55% das urnas apuradas, Correa registrava 56,7% dos votos e já tinha a vitória garantida. Seu rival mais próximo, o banqueiro Guillermo Lasso, contava com 23,3% e reconheceu a derrota no final da noite em Guayaquil. "Foi um dia importante, vivemos uma jornada democrática", disse. "Mais de um quarto da população está de acordo com nossas propostas."

O candidato ainda agradeceu seus eleitores e sua equipe de campanha e disse respeitar quem não votou por ele. "Do zero nos tornamos a segunda força política do Equador", acrescentou. "Apoiaremos o que o adversário propuser de bom, mas defenderemos os contrapesos da democracia."

 

Entre os demais candidatos, o ex-presidente Lúcio Gutiérrez apresentava 6,6% e o centrista Mauricio Rodas, 4%. O magnata da banana Alvaro Noboa tinha 3,7% e o esquerdista dissidente Alberto Acosta, 3,2%. Norman Wray tinha 1,3% e Nelson Zavala, 1,2%.

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