Correa estuda acionar Unasul por crise entre Colômbia e Venezuela

Presidente equatoriano pode convocar líderes sul-americanos por soluções para o impasse

Efe,

23 de julho de 2010 | 03h58

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, que também preside temporariamente a União da Nações Sul-americanas (Unasul), disse na quinta-feira, 22, que poderia convocar os líderes da região para analisar a crise diplomática estabelecida entre Venezuela e Colômbia durante a semana.

 

Em um comunicado divulgado pelo gabinete do governo, Correa lamentou o rompimento das relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá e destacou que o governo venezuelano solicitou na quinta-feira a realização de uma reunião extraordinária de chanceleres sul-americanos

A petição, com caráter "de emergência", pretende "denunciar as graves agressões" da Colômbia à Venezuela, segundo sinaliza o comunicado enviado pelo Ministério de Relações Exteriores da Venezuela ao Equador.

Correa diz que, como presidente temporário da Unasul, deve utilizar os melhores caminhos para tentar resolver o conflito entre os dois países. "Isso terá de ser feito o mais rápido possível e podemos, obviamente neste espaço, atender a solicitação do presidente venezuelano (Hugo Chávez) para reunirmos os líderes da região e tentar encontrar uma forma de mediar e resolver este conflito", disse Correa.

Por outro lado, o líder equatoriano acusou o secretário da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, por não evitar o conflito diplomático. 

Horas antes, o ministro das Relações Exteriores equatoriano Ricardo Patiño, em uma conferência de imprensa, atacou Insulza, e também o responsabilizou pela crise.

"Não se deve tratar de forma irresponsável um assunto que poderia pôr em risco a manutenção da paz na região", afirmou Patiño, que criticou o fato de Insulza ter usado o regulamento da OEA para não adiar a reunião, antes de fazer consultas aos países-membros.

Patiño assegurou que o Equador pediu "insistentemente" ao secretário-geral para que adiasse a reunião, na qual a Colômbia apresentou documentos que comprovariam a presença de guerrilheiros em território venezuelano. "Entre segunda-feira e terça-feira liguei mais de três ou quatro vezes para adverti-lo", declarou o chanceler.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.