Correa identifica ex-agente como suposto líder da revolta policial

Luis Martínez Vilañez, foragido da justiça, teria instigado manifestantes a assassinar Correa

Efe

23 de outubro de 2010 | 22h54

QUITO - O presidente equatoriano, Rafael Correa, identificou neste sábado, 23, um ex-agente da polícia como um dos supostos "líderes" da revolta policial do último dia 30 de setembro.

Em seu habitual programa de rádio e televisão, que ocorre aos sábados, o presidente disse que o suspeito foi um dos que instigou os rebeldes a matá-lo.

 

O governante disse que não conhecia o nome do ex-agente, ainda que a Secretaria de Comunicação da Presidência o tenha identificado como o sargento Luis Martínez Vilañez, que se encontra foragido da justiça por um processo de supostas violações ao direitos humanos.

 

Martínez Vilañez, segundo Correa, era integrante do extinto Grupo de Apoio Operacional (GAO), uma unidade da Polícia eliminada e investigada por brutalidade e abusos cometidos por seus membros no passado.

 

O sindicato também teria supostas vinculações com um grupo de delinquentes acusado de crimes, principalmente na província de Manabí.

 

Além disso, Correa disse que há indícios de que o suspeito teria vínculos com o Partido Sociedad Patriótica (PSP), que é liderado pelo ex-mandatário Lúcio Gutiérrez, um dos mais ferrenhos opositores à gestão de Correa.

 

"Aos antisociais há de se aplicar a lei", disse Correa e pediu à população que se o virem, o denunciem para capturá-lo, porém também solicitou ter "muito cuidado" por sua suposta periculosidade.

 

"Nem perdão nem esquecimento" contra os sublevados, reforçou Correa, antes de fazer pedido para que a população denuncie Vilañez para que o suspeito seja detido.

 

"Anistia aos que humilharam o presidente da República, o seu chefe máximo? Anistia aos que quiseram atacar a democracia, aos que mataram cidadãos desarmados, companheiros policiais e militares? A lei tem que ser aplicada, sem perdão nem esquecimento", finalizou Correa.

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