Correa inicia no Peru busca de apoio em crise com Colômbia

O presidente do Equador, Rafael Correa,inicia na terça-feira no Peru uma viagem por cinco paíseslatino-americanos para explicar sua posição na atual crise coma Colômbia. Quito rompeu relações diplomáticas com Bogotá apósum ataque de forças colombianas contra guerrilhas das Farclocalizadas em território equatoriano. Correa desembarcará em Lima por volta das 10h (12h emBrasília) e uma hora depois se reunirá com seu colega AlanGarcía, segundo confirmação feita por um porta-voz do paláciopresidencial peruano. A viagem também deve incluir Brasil,Venezuela, Panamá e República Dominicana. A intenção de Correa é informar sobre a incursão demilitares colombianos em território equatoriano no fim desemana, em uma operação na qual morreu Raúl Reyes, consideradoo segundo no comando das Forças Armadas Revolucionárias daColômbia (Farc). O Equador considerou o ataque como uma agressão eimediatamente o governo recebeu apoio da Venezuela. Caracas eQuito enviaram tropas à fronteira com a Colômbia e romperamrelações com Bogotá. A Colômbia acusou a Venezuela de ter dado300 milhões de dólares em ajuda às Farc, o que o governovenezuelano nega. O embaixador do Equador no Peru, Diego Ribadeneira, disseque o governo de Correa espera que García colabore na resoluçãoda crise. "O importante é que o presidente García é um bom amigo doEquador e da Colômbia, e então ele poderá ajudar a solucionar oproblema, a buscar caminhos nesse objetivo e a escutar aposição do Equador", disse Ribadeneira à agência oficial denotícias do Peru, a Andina. García disse na segunda-feira que a incursão colombiana nopaís vizinho violou as leis internacionais e pediu uma reuniãode emergência da Organização dos Estados Americanos paradefinir uma ação coletiva contra o "terrorismo". O Conselho Permanente da OEA deve realizar uma reuniãoextraordinária na terça-feira, a pedido do Equador. A secretaria de imprensa do governo peruano disse queGarcía se comunicou na segunda-feira com a presidente do Chile,Michelle Bachelet, e com o secretário-geral da OEA, José MiguelInsulza, em busca de ajuda para resolver a crise. Peru e Equador protagonizaram a última guerra na América doSul, em 1995, numa disputa provocada pela demarcação de umafronteira na Amazônia. O conflito foi solucionado pela mediaçãode um grupo de "países amigos" (Argentina, Brasil, Chile eEstados Unidos) que posteriormente enviaram tropas para vigiara aplicação de um acordo de paz. Atualmente, o Peru mantém uma disputa territorial marítimacom o Chile. Lima já recorreu à Corte Internacional de Haiapara tentar resolver o assunto.

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