Correa não tem apoio para nova Constituição na Equador--pesquisa

O presidente do Equador, Rafael Correa,não tem o apoio necessário para vencer um referendo sobre umanova Constituição que aumentaria seu poder, mostrou umapesquisa realizada na segunda-feira. O levantamento da Cedatos-Gall, publicado no jornal ElUniverso, revelou que 41 por cento dos equatorianos aprovariama nova Constituição caso ela fosse votada em maio, número menorque os 50 por cento necessários para sua aprovação. Um referendo é esperado para o último trimestre do ano,embora um rascunho da nova constituição não tenha sidofinalizado. Correa, um esquerdista amplamente popular que assumiu apresidência com a promessa de que iria combater as elites dopaís, disse que renunciará se os equatorianos rejeitarem a novaConstituição, que fortaleceria os poderes presidenciais e suainfluência sobre a economia do país. Apesar da pesquisa, analistas políticos acreditam que ocarisma de Correa, sua imagem de combatente das elites eesperados aumentos de gastos públicos irão atrair os votosnecessários para a aprovação da nova Constituição. A fraca oposição do país argumenta que o economista desejaacumular poderes ditatoriais. A popularidade pessoal de Correa é muito alta, mas o apoiopopular para a assembléia controlada pelo governo que esboça anova Constituição diminuiu nos últimos seis meses. Na semanapassada a assembléia estendeu seu prazo para reescrever odocumento até julho. Os equatorianos estão irritados com o fato de a assembléiaestar aparentemente paralisada, debatendo assuntos comodireitos sexuais e um novo brasão para o governo, sem discutirassuntos importantes como o desemprego e a inflação, dizemanalistas. Correa diz que a reforma constitucional é necessária paraimpedir que elites se beneficiem das leis atuais e para trazerestabilidade ao país andino, que viu três presidentes caírem empouco mais de uma década. A pesquisa da Cedatos-Gallup, conduzida na semana passada,entrevistou 1.236 pessoas e teve uma margem de erro de 3 pontospercentuais. (Reportagem de Alonso Soto)

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