Correa pede apoio do povo para 'revolução cidadã' no Equador

Presidente equatoriano ratifica candidatura para reeleição na votação que acontece em 26 de abril deste ano

Agências internacionais,

05 de fevereiro de 2009 | 08h47

O presidente equatoriano, Rafael Correa, se inscreveu oficialmente perante o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) como candidato presidencial para as eleições gerais do próximo dia 26 de abril, quando busca continuar no poder até pelo menos 2013. Durante o ato, o presidente pediu apoio para aprofundar a "revolução cidadã" que diz levar adiante. Um dia antes do término do prazo para registrar candidaturas, Correa se inscreveu ao lado de seu atual vice-presidente, Lenin Moreno. Em um ato realizado na própria sede do CNE, em Quito, repleto de simpatizantes do movimento governista, Correa disse que, apesar de contar com um grande apoio popular, não tem confiança absoluta em uma vitória. "Aqui estamos nos apresentando como simples instrumentos da cidadania", comentou o chefe de Estado. As próximas eleições gerais no Equador acontecem dentro da transição constitucional, que surgiu após a aprovação da nova Carta Magna em referendo realizado em setembro passado. Correa se tornou o terceiro candidato presidencial a se inscrever junto ao CNE, depois que fizessem o mesmo o independente Carlos González e o conservador Luis Fernando Torres. Espera-se que a socialista Martha Roldós o faça na sexta, no último dia de prazo. Em um ato celebrado na CNE, Correa afirmou que, mesmo contando com um grande apoio popular, não pode ter a confiança absoluta de uma vitória eleitoral. O presidente pediu para que seus correligionários não caiam em um "excesso de confiança" e dobrem os trabalhos na campanha eleitoral.  Correa afirmou que os principais perigos para seu projeto de "revolução cidadã" são o "esquerdismo infantil" e o "falso ecologismo", que são contra vários projetos apoiados por ele. Além disso, o presidente ressaltou que a revolução que pretende levar adiante no Equador não pode ser sustentada se a mudança não for regional. "Para nós, a pátria é a América Latina". "No mês de abril, novamente o povo equatoriano terá a oportunidade de dizer presente, de dizer basta" aos grupos de direita.

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