Correa reforma gabinete e radicaliza governo no Equador

O presidente do Equador, Rafael Correa, nomeou na quinta-feira colaboradores de confiança para cargos importantes da sua equipe econômica, como parte de uma ampla reforma ministerial destinada a radicalizar o seu projeto socialista.

ALEXANDRA VALENCIA, REUTERS

10 de novembro de 2011 | 20h52

O popular presidente costuma realizar reformas ministeriais anuais, para "oxigenar" a equipe. Esta, no entanto, foi a maior mexida promovida por ele em quatro anos no poder - 15 cargos de alto escalão foram alterados.

Jeannette Sánchez, economista formada na Bélgica, que já supervisionava as políticas sociais, foi nomeada ministra de Coordenação da Política Econômica. Pedro Delgado, homem de confiança do presidente e egresso do setor bancário, será o presidente do Banco Central.

O jovem economista Santiago León substituirá Nathalie Cely, recém-nomeada embaixadora dos EUA, à frente do ministério Coordenador da Produção.

O envio de Cely para Washington reflete a distensão nas relações com os EUA, depois de uma crise que culminou, em abril, com a expulsão do embaixador norte-americano em Quito, numa retaliação do governo de Correa a memorandos diplomáticos dos EUA, divulgados pelo site WikiLeaks, que insinuavam conivência de Correa com a corrupção.

As mudanças atingem também a área política, com a designação de Betty Tola como ministra de Coordenação Política, no lugar de Doris Soliz, que irá para a pasta do Desenvolvimento Social.

"Nestes últimos meses de governo radicalizaremos a revolução cidadã (...). Temos o destino traçado, os objetivos claros, as estratégicas estabelecidas", afirmou ele ao dar posse aos novos ministros.

Correa aproveita o preço elevado do petróleo para promover programas sociais milionários, o que contribui com a sua popularidade e pode ajudá-lo caso decida, como é provável, disputar um novo mandato em 2013.

Quase todos os funcionários nomeados na reforma já trabalham com Correa desde a posse dele, em 2007, e analistas consideram que a reestruturação busca dar continuidade às suas políticas socioeconômicas e a manter a lealdade dos colaboradores.

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