Corte adia audiência sobre recurso de família de Pinochet

Esposa, filhos e colaboradores de Pinochet são acusados de participação em desvio de recursos públicos

Efe,

06 de outubro de 2007 | 12h01

A Corte de Apelações de Santiago adiou neste sábado, 6, a audiência dos recursos de amparo apresentados pelos advogados de defesa da viúva, dos filhos e dos colaboradores do ditador chileno Augusto Pinochet, que buscavam anular a participação deles em desvio de recursos públicos, informaram fontes judiciais. Eles fazem parte dos 23 colaboradores que tiveram prisão decretada por algumas das acusações que pesavam contra o ditador.   Veja também: Entenda o escândalo que envolve a família  Jornal chileno detalha acusados (em espanhol)   A decisão foi adotada pela 5ª Vara da Corte de Apelações, que não fixou uma data para a próxima audiência, porque faltam partes do expediente sobre a origem da fortuna do falecido general, que governou o Chile com mão de ferro por 17 anos.   No entanto, a Vara resolverá neste sábado a liberdade provisória que o juiz Carlos Cerda concedeu na sexta-feira à viúva de Pinochet, Lucía Hiriart, e seus filhos Marco Antonio, Verónica, Jacqueline, Augusto e Lucía, e aos colaboradores, que desde quinta-feira estão em detenção preventiva.   A medida favorece também 16 dos 17 colaboradores processados, já que Oscar Aitken, ex-testamenteiro de Pinochet, não compareceu ao tribunal e está sendo procurado pela Polícia.   Lucía Hiriart, de 84 anos, permanece internada no Hospital Militar, após ter tido pressão alta ao ser notificada de seu processamento. As filhas de Pinochet estão reclusas no Centro de Orientação Feminina e, os homens, na penitenciária Santiago Uno, enquanto os treze militares processados cumprem a detenção em um batalhão da Polícia Militar.   A investigação sobre a fortuna de Pinochet foi aberta em 2005, após a descoberta de contas secretas do general no Riggs Bank, dos Estados Unidos, e em outras entidades financeiras. Ao todo, o general tinha acumulado valores superiores a US$ 26 milhões. Ao morrer, em 10 de dezembro de 2006, Pinochet também era acusado de desvio de fundos públicos.

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